Novo prédio do IML de Santos não tem contrato assinado com o Estado

Mesmo com a reforma, compromisso ainda não foi assinado.

Embora esteja recebendo reformas e adaptações, o prédio do futuro Instituto Médico Legal (IML) de Santos, localizado na Rua Bernardo Browne, 122, no Estuário, que abrigará automaticamente um necrotério, não possui contrato assinado com o Governo do Estado de São Paulo. A informação foi repassada ao deputado estadual Matheus Coimbra de Aguiar, o Tenente Coimbra (PSL), no último dia 12, pelo superintendente da Polícia Técnico-Científica, Maurício Rodrigues Costa.

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Maurício Costa afirmou que o Estado não assinou contrato ou fez qualquer acordo formal ainda, mas revelou que, após o Governo informar seu interesse pelo local ao proprietário, este decidiu realizar obras de readequação do prédio. Isso, segundo o superintendente, explicaria o questionamento de Coimbra sobre a falta de placas de obras no local, embora já estejam ocorrendo em ritmo acelerado.

O superintendente confirmou que há a necessidade de mudança do prédio, pois o atual, no Saboó, não possui condições salubres de abrigar as atividades já que, toda vez que chove forte, a região inunda e sinalizou para um novo edital, que deverá ser publicado ainda este ano, para o preenchimento das vagas técnicas para os IMLs da região. Maurício Costa também apontou que pretende fazer uma reformulação no sistema organizacional da Superintendência.

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NÃO QUER

Vale lembrar que, conforme revelado pelo Diário, o Tenente Coimbra protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) um requerimento questionando a implantação do equipamento do Estuário, por contrariar a vontade dos moradores da região. No documento, o parlamentar levanta que o prédio será alugado pelo Estado por R$ 30 mil por mês, mas o mesmo imóvel foi anunciado num site de locação por 20 mil.

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Caso a questão do aluguel e outras as explicações não sejam convincentes, Coimbra garante que irá acionar o Ministério Público (MP) no sentido de paralisar as obras, reforçando a denúncia já existente, realizada pelo vereador santista Sérgio Santana (PR).

“A sede em que se pretende instalá-lo fica a apenas três metros de um prédio residencial, o que é um absurdo para quem vive lá há anos e, de repente, vai ter que lidar com o mau cheiro que vem dos corpos, com o crescimento do movimento de pessoas e, pior ainda, com a desvalorização de seus imóveis pois, afinal, quem vai querer adquirir um apartamento bem ao lado de um IML? Sabe-se que é desejo do Governo realizar a mudança da Polícia Científica regional para o bairro, o que acarretará acondicionamento de drogas e armas, outro impacto que gerará insegurança entre os habitantes”, argumenta.

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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não questionou o valor do aluguel, mas garante que o imóvel atende critérios técnicos dentro de uma área de zoneamento classificada como mista e que a mudança visa melhorar as condições de trabalho e atendimento da unidade, além de preservar equipamentos e parte elétrica. Por último, revela que o prédio está em fase de adequação e que todo processo e questões legais têm sido acompanhadas de perto pela Prefeitura de Santos e órgãos estaduais.

A Prefeitura de Santos, por sua vez, afirma que não seria necessária licença para as obras ao mesmo tempo que não há nenhum processo em andamento na Secretaria de Infraestrutura e Edificações para funcionamento do IML no Estuário, que ainda terá que passar pelo crivo da Secretaria de Saúde e obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) para, só então, obter o alvará de funcionamento.

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A Administração Municipal também alerta que o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) é exigido para a instalação de necrotérios. No entanto, só pode ser iniciado a partir do momento que recebe, formalmente, um pedido de inscrição municipal para o funcionamento da atividade no local, o que não ocorreu.