‘Na idade média em gestão pública’, afirma Jonatas Nunes

Pré-candidato pelo PSOL a prefeito de Guarujá diz que a cidade precisa ser inclusiva e com participação social nas decisões

A frase é do estudante de Direito e secretário de formação política da Confederação de Associações de Guarujá Jonatas Nunes, pré-candidato pelo PSOL à prefeito. Para Nunes, um militante nas áreas ambientais e sociais, a cidade precisa de um governo que ouça a voz das ruas, por intermédio dos conselhos comunitários, que em sua opinião nunca funcionaram no Município. “A cidade está desarticulada e destruída. As propostas apresentadas refletem um verdadeiro oportunismo eleitoral, com raríssimas exceções”, dispara Jonatas Nunes.

Continua após a publicidade

Sobre o cenário político atual, com cerca de 15 pré-candidatos a prefeito, o universitário ainda é mais crítico. “A maioria é oportunista e visa ganhar musculatura para depois se vender lá na frente. Ao final, serão oito ou nove candidaturas frutos do jogo de interesses. O Psol tem um programa para a Cidade e ele será levado até o fim”, garante Nunes.

Planos

Continua após a publicidade

Jonatas Nunes acredita que Guarujá precisa passar por uma reforma administrativa profunda, que não passa apenas na questão pessoal. Para ele, cortar cargos não é o melhor caminho pois gera desemprego e não dinamiza a economia local. “O certo é diminuir os valores abusivos dos salários. Como pode Guarujá ter o cargo de secretário-adjunto recebendo mais de R$ 15 mil por mês?”, afirma.

O pré-candidato do Psol disse que se for candidato efetivamente em Guarujá e, futuramente, ser eleito prefeito, que logo no início de 2017 criar uma comissão para avaliar a criação de uma empresa de coleta de lixo municipal. “O atual contrato com a empresa é abusivo e o serviço mal prestado. Temos que incluir catadores na área e uma usina de reciclagem, para gerar emprego e renda. Há exemplos disso em outros locais do Brasil”, afirma.

Continua após a publicidade

O futuro advogado alerta que o contrato com a empresa de transporte público também tem que ser revisto. “Vamos adotar o plano de mobilidade urbana de fato. Não há como viver administrando sob contratos emergenciais e sem discussão com a sociedade. Vamos colocar a cidade na modernidade. Estamos na idade média da gestão pública, inclusive na questão habitacional”, acredita.

Conselhos

Continua após a publicidade

Finalizando, Jonatas Nunes disse que, após se tornar candidato de fato, vai apresentar também a proposta de uma cidade inclusiva e com ampla participação social por intermédio dos conselhos, que deixarão de ser consultivos, para serem deliberativos, que também ajudarão na conscientização política da população.

“A população não participa porque os governos não permitem. A participação popular está engessada. As pessoas não têm direito de opinar e decidir. Vou mudar isso. Vou construir um novo modelo social na Cidade”.