Mourão sobre médicos cubanos: ‘Acho que a metade não volta’

Os comentários foram feitos após questionamento da imprensa sobre se a equipe do futuro governo já tem uma solução para substituir os médicos

Para o vice-presidente da República eleito, Hamilton Mourão, o retorno dos médicos cubanos ao país de origem após rompimento do acordo entre Cuba e Brasil no programa Mais Médicos não deve ser tão rápido assim, por questões logísticas. Em rápida entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil, nesta segunda-feira, 19, Mourão se arriscou a dizer que metade dos profissionais poderá permanecer do Brasil.

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“Posso até ser leviano aqui, mas acho que talvez a metade (dos médicos cubanos) não volta. Acho que eles gostam do nosso estilo de vida”, acrescentou.

Os comentários foram feitos por Mourão após questionamento da imprensa sobre se a equipe do futuro governo já tem uma solução para substituir os médicos após o rompimento do acordo. Foi quando o vice-presidente falou que o retorno poderá ser lento.

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“Eu não sei quanto tempo vai levar para esses médicos saírem. Para eles serem deslocados aonde estão teve apoio das Forças Armadas. Força Aérea e Exército transportaram. Colocamos eles em quartéis em determinado período. Eles estão espalhados pelo Brasil inteiro, são mais de 8 mil. Não é dar um estalido e todos eles vão se deslocar para o aeroporto e embarcar”, disse Mourão

Para médicos cubanos permanecerem no Brasil, dependeria do desejo individual e da concessão do asilo no País, o que já foi sinalizado como viável pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

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Mourão disse que os médicos cubanos, caso desejem ficar no Brasil, serão bem recebidos. “O próprio presidente Bolsonaro já falou isso”, comentou o vice-presidente.