Marcelo Del Bosco é vítima de ameaça em obra da UBS

Vereador do PPS relata que foi abordado por homem encapuzado durante gravação após fiscalizar andamento dos trabalhos

A sessão de ontem na Câmara de Santos foi marcada pelo relato do vereador Marcelo del Bosco (PPS), que disse ter sido ameaçado enquanto realizava uma fiscalização nas obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Areia Branca.

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O caso ocorreu na última quinta-feira. Os trabalhos são realizados na Rua Francisco Lourenço Gomes, 118. O parlamentar contou que, no momento em que iria gravar um vídeo sobre o andamento das obras, foi abordado por um homem encapuzado.

“Ele me abordou chamando pelo meu nome e perguntou o que eu estava fazendo. Respondi que estava gravando um vídeo. Então, ele me disse: ‘Não vai aqui falar mal do meu prefeito’.”
O vereador se defendeu dizendo que a rua era pública e que estava desempenhando o seu papel como parlamentar ao fiscalizar as obras.

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“Nisso, ele pegou o celular, estava falando com alguém, e me disse que eu tinha 5 minutos para sair dali”, relatou Del ­Bosco, que ainda tentou argumentar novamente, mas o homem reforçou a ameaça. “Não me leve a mal, você tem 5 minutos. Ninguém aqui vai falar mal do meu prefeito”.

Após isso, o homem seguiu pela rua e retirou o capuz. Então, o vereador o reconheceu como um pré-candidato a ­vereador pelo PSD. Fontes próximas relatam que o homem seria Thiago Araújo Romeiro, o ­Palhacinho.

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Transtornado, Marcelo Del Bosco tentou conter as lágrimas ao recordar a situação. “Pensei muito na minha família. Não é possível! Aqui, ninguém é bandido! Eu fui fazer a fiscalização!”, disse o parlamentar, que garantiu que irá acionar os representantes do PSD para que providências sejam tomadas.

O vereador pediu para se ausentar para que pudesse ficar com a família neste momento.

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Diversos vereadores se solidarizaram pela situação e tomaram o ato como uma ameaça contra a Câmara Municipal de Santos e pediram que o tal pré-candidato seja impedido de ­concorrer à eleição.

Líder do governo, Sadao Nakai (PSDB) chamou a ação de terrorismo e disse que é inadmissível que isso ocorra. O tucano também se disponilibizou para articular um encontro entre o membro do PPS e o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, além de garantir que o chefe do Executivo não teve qualquer ­influência no caso.