Mais de 90 vereadores eleitos nas urnas no último dia 15 não deverão dar muito trabalho para seus prefeitos durante os próximos quatro anos. As nove coligações vencedoras no Executivo conquistaram apoio de mais de 2/3 do Legislativo. Bertioga é o município com o maior número de cadeiras a favor da Administração Municipal, enquanto São Vicente está no outro extremo da situação.
Dos 136 vereadores caiçaras eleitos, 91 são integrantes das coligações dos prefeitos que assumirão o Executivo no primeiro dia de 2021, o que totaliza um pouco mais de 66%, ou seja, dois em cada três legisladores.
Em Santos, a base do governo de Rogério Santos (PSDB) deverá ser uma das maiores e sem grandes problemas para aprovar os textos do Executivo. Ao todo, 18 parlamentares formam a ‘situação’, todos integrantes da coligação ‘Juntos pra Santos Seguir em Frente’, que reunia candidatos de PSDB, PL, Democratas, Podemos, PSB, Progressistas, Republicanos e PSL.
Na oposição, a cidade de Santos contará apenas com Chico Nogueira (PT), Telma de Souza (PT) e Débora Camilo (PSOL), um vereador a mais do que durante a última gestão do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
São Vicente, em contrapartida, possui a menor ‘base do governo’. A coligação ‘A Esperança da Mudança’, do prefeito eleito Kayo Amado (Podemos), é composta por Podemos, Democratas e Avante e terá um total de quatro dos 15 vereadores da Casa de Leis, o que significa 26% de apoio parlamentar.
Jefferson Cezarolli (Podemos), Adilson da Farmácia (DEM), Professor Thiago Alexandre (DEM) e Jatobá (Podemos) são os vereadores eleitos em conjunto com Kayo Amado.
Outra cidade com 21 cadeiras, Praia Grande elegeu 14 vereadores que integravam a coligação ‘Lealdade, Trabalho e Cidadania’ junto com a prefeita Raquel Chini (PSDB). Ao todo, são dez parlamentares do PSDB enquanto os outros quatro nomes fazem parte de MDB, Democratas, Solidariedade e PTB. A porcentagem é muito parecida com a da restante da Região, 66,66% de parlamentares que devem atuar a favor da primeira prefeita mulher da cidade.
Outro prefeito que deverá seguir com o Legislativo a seu favor, Válter Suman (PSB) se elegeu com a coligação ‘Vencendo Desafios, Cuidando da Cidade e das Pessoas’, que continha o maior número de partidos integrantes dentre as nove cidades: 13 ao todo.
Pros, PP, PT, MDB, PL, PTC, PSD, PCdoB, Solidariedade, PTB, PSC, PSB e PV conseguiram levar 11 políticos à vitória na Casa de Leis e deixaram seis cadeiras para a oposição.
O prefeito reeleito, Ademario Oliveira (PSDB), foi um dos que chegou mais perto de ‘gabaritar’ as cadeiras do Legislativo. Com a coligação ‘Juntos Somos Mais Fortes’, da qual fazem PSDB, MDB, PL, DEM, PSB, PSD e Solidariedade, a campanha do atual chefe do Executivo terá 12 das 15 cadeiras ocupadas por integrantes da ‘situação’.
Nenhum outro prefeito, entretanto, terá uma Câmara tão favorável quanto Caio Matheus (PSDB), em Bertioga. A menor Casa de Leis da Baixada Santista tem 88% dos parlamentares eleitos vindo de sua coligação. Dos nove vereadores eleitos, oito integram os partidos PSDB, DEM, PROS, Solidariedade, Cidadania, MDB, PODE, Republicanos e PSD, do grupo Bertioga no Caminho Certo.
Tiago Cervantes (PSDB) viverá uma administração municipal similar em Itanhaém a partir de 1º de janeiro, uma vez que dos dez vereadores eleitos, oito são da coligação ‘Construindo uma Nova Itanhaém’.
A vizinha Peruíbe, entretanto, tem uma Câmara maior, com 15 cadeiras ao todo e o prefeito Luiz Mauricio (PSDB) deve ter pouco menos da metade do Legislativo a seu favor. Ao todo, sete parlamentares da coligação ‘Futuro Seguro’ venceram nas urnas após realizar uma campanha política composta pelos partidos PSDB, MDB, Democratas, PCdoB, Solidariedade e Cidadania.
Fechando a lista das nove cidades, em Mongaguá, o prefeito Márcio (Republicanos) não deverá ter dor de cabeça. Dos 13 ocupantes das cadeiras do Legislativo, nove vencedores fazem parte de sua coligação: Somos Todos Mongaguá.
