Jean Wyllys sai do PSOL e se filia no PT: ‘quero liberdade plena’

A filiação está marcada para a próxima segunda-feira, 24, em um evento virtual

O ex-deputado federal Jean Wyllys anunciou nesta sexta-feira, 21, que deixa o PSOL e passa a integrar o PT a partir da próxima semana. A filiação ocorre em meio a uma divisão interna no PSOL, entre partidários de uma candidatura própria e defensores do apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Simpático ao PT, Wyllys disse que preferiu mudar de sigla em vez de se envolver em uma disputa interna para convencer a ala que é contra a aliança. Ele classificou a oposição a Lula dentro do PSOL como “complexo de Édipo” – referência à rivalidade emocional com a figura paterna, na psicanálise -, lembrou que já estava afastado da discussão interna no partido e justificou que a mudança não ocorreu antes para não constranger a sigla. O ex-deputado disse que aposta na candidatura de Lula à Presidência.

“Quero liberdade plena para fazer desde já o que eu acho certo e melhor para o País”, escreveu o ex-deputado ao Estadão, em entrevista por e-mail. “Eu tenho confiança em que os melhores quadros do PSOL vão conseguir, mas eu não tenho vontade de participar dessa luta interna, que é muito desgastante. E também não queria constranger ninguém do partido com a minha posição pública, que seria apoiar o Lula sem demora.”

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A filiação está marcada para a próxima segunda-feira, 24, em um evento virtual. Wyllys mora em Barcelona, após passagens pela Alemanha e Estados Unidos. Ele abriu mão de assumir seu terceiro mandato como deputado federal em janeiro de 2019, após sofrer ameaças de morte. Ele foi o primeiro parlamentar assumidamente gay a defender a causa LGBT no Congresso Nacional.

Wyllys considerou um equívoco o manifesto a favor de uma candidatura própria, assinado pela maior parte da bancada do PSOL na Câmara. A chapa seria encabeçada pelo deputado federal Glauber Braga (RJ), a quem o ex-deputado fez elogios, mas descartou apoio eleitoral.

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“Ele (Braga) foi um dos poucos colegas do partido que me apoiou de verdade quando eu fui levado ao Conselho de Ética por cuspir no fascista”, escreveu o ex-deputado sobre o episódio em que cuspiu em Jair Bolsonaro, então deputado federal, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff. “Acho que a minha mãe também votaria no Lula mesmo que eu me candidatasse.”