Fomentar o turismo sustentável e a área social. Essas são as prioridades do pré-candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) à Prefeitura de Praia Grande, Jasper Lopes. Ele concorrerá pela terceira vez ao cargo no município. O prefeiturável também destaca a falta de alternância no controle do Executivo da cidade.
“Eu não queria ser candidato porque a sua vista é exposta, tem que cumprir uma série de agendas. Mas como é que gente faz para mudar a sociedade? A gente acha que moralmente, socialmente e ambientalmente alguém tem que estar neste espaço. A gente não quer fazer a política do negativo. A gente acha que ainda tem muita coisa que pode ser feita”, afirmou Jasper.
O pré-candidato ressaltou que há pelo menos duas décadas não há alternância do poder na cidade. “Possíveis alternativas de liderança na cidade se acovardaram porque o poder do Mourão é muito grande. Ele está no poder há 20 anos. Ele elege sempre aquele que foi seu vice ou o assessor. A gente acha que é improvável ganhar do Mourão, mas não é impossível. A gente coloca o nome para cumprir com a nossa responsabilidade”, disse.
Jasper destacou que, apesar dos avanços relacionados à infraestrutura nos últimos anos, a cidade apresenta lacunas principalmente na área social e de turismo. “Assim como a oposição é de fachada a cidade é de fachada também. O site da Prefeitura é muito bonito. Inauguram um monte de coisa e postam foto e não sustentam. Na periferia da cidade a gente vê que o índice de violência aumentou. Não tem políticas culturais, sociais, emprego e de acompanhamento e promoção social. Tem coisas boas, mas existe um desequilíbrio de uma cidade que não tem sustentabilidade”, afirmou.
Segundo Jasper é preciso haver menos controle e mais ações. “As pessoas têm que se apropriar da cidade. A gente vai ter que ouvir as pessoas, dar voz à população e não ficar controlando, ainda que falem mal do prefeito. A cidade tem uma vocação turística. O turismo é a segunda indústria que mais cresce no mundo depois da informática. Não adianta falar em criar emprego, se não tem política nos 12 meses do ano voltada para o turismo”, destacou.
