A janela partidária para as eleições de 2026 já está aberta e deve movimentar os bastidores da política brasileira nas próximas semanas.
O período, que começou na quinta-feira (5), permite que deputados federais, estaduais e distritais troquem de partido até o dia 3 de abril sem perder o mandato.
A regra funciona como uma exceção à chamada fidelidade partidária. No Brasil, parlamentares eleitos pelo sistema proporcional — como deputados e vereadores — normalmente não podem mudar de partido durante o mandato. Caso façam isso fora das regras, podem perder o cargo.
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Durante a janela partidária, porém, essa troca é permitida. O mecanismo foi criado justamente para permitir a reorganização das siglas antes das eleições.
Em 2026, o benefício vale apenas para deputados federais, estaduais e distritais. Vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a regra, porque ainda estão no início do mandato.
O período da janela ocorre sempre em ano eleitoral e é aberto cerca de sete meses antes do primeiro turno. Neste ano, as eleições gerais estão marcadas para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
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A legislação brasileira estabelece que, nos cargos eleitos pelo sistema proporcional, o mandato pertence ao partido político e não ao candidato individualmente. Por isso, a troca de legenda fora da janela partidária pode resultar na perda do cargo.
Além desse período especial, a Justiça Eleitoral também permite a mudança de partido em algumas situações específicas, como mudança significativa no programa da legenda, casos de discriminação política dentro do partido ou quando a própria sigla autoriza a saída do parlamentar.
Criada pela reforma eleitoral de 2015 e reforçada por emenda constitucional em 2016, a janela partidária se tornou uma etapa importante do calendário político brasileiro, frequentemente usada por parlamentares para redefinir alianças e estratégias antes das eleições.
