Horário eleitoral em rádio e TV começa nesta sexta; veja análise

Especialista ouvido pelo Diário do Litoral revela que o rádio e a televisão ainda são fundamentais aos candidatos; entenda por quê

Lula e Bolsonaro lideram a corrida eleitoral para Presidência

Lula e Bolsonaro lideram a corrida eleitoral para Presidência | Divulgação

O horário eleitoral no rádio e na televisão se inicia sexta-feira (26). Há uma discussão em cada eleição sobre a perda de força das mídicas tradicionais em campanhas eleitorais, que se aprofundou após a vitória de Jair Bolsonaro (hoje no PL, então no PSL) na corrida presidencial de 2018, quando o então deputado federal apostou quase todas as fichas nas redes sociais. Para especialistas, porém, os meios de comunicação tradicionais continuam a ser aliados fundamentais a quem disputa cargos públicos no Brasil.

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De acordo com o especialista em mídias offline, Silvio Sauerbier, CEO da Alpes Mídia, agência especializada em marketing e publicidade, a mídia tradicional deve ser explorada pelos políticos e pelos candidato para fortalecer a imagem.

“Isso gera credibilidade, constrói reputação e passa confiança”, afirmou o especialista à reportagem da Gazeta e do Diário do Litoral.

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“Porém, o desafio está na utilização desses meios de comunicação para atrair as pessoas, fazendo com que tenham interesse em consumir o conteúdo naquele momento que está sendo transmitido”, completou.

O horário eleitoral que se inicia nesta sexta terá dois blocos de 25 minutos cada um, e vai ao ar até o dia 29 de setembro. No segundo turno serão mais três semanas, de 7 a 28 de outubro.

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Apesar de as propagandas de cada candidato serem curtas, elas conseguem alcançar seus objetivos e impactar os eleitores, pois ocorrem em diversos momentos do dia, afirmou Sauerbier.

“É necessário saber comunicar de maneira eficiente. A mídia offline é mais que um instrumento de divulgação de conteúdos, tem o objetivo de causar uma identificação e aproximar o candidato dos votantes. É importante que os cidadãos possam compreender o que estão comunicando, criando assim uma afinidade”, analisou.

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Todas as publicidades durante o período eleitoral, realizadas através de propagandas, campanhas dos órgãos públicos, serviços e atos políticos, devem ter caráter educativo, com o objetivo e intuito de informar e proporcionar orientação social. O descumprimento dessa norma é considerado abuso de autoridade e publicidade.

Ele ainda explica que essas propagandas são consideradas publicidade eleitoral e são veiculadas de forma gratuita tanto no rádio quanto na televisão. 

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“Seus conteúdos são mais objetivos, porém distintos, variando do meio de comunicação que está sendo transmitido, 10% do tempo são divididos de forma igualitária entre os partidos. Já as publicidades pagas não são permitidas nas propagandas transmitidas em rádios e TVs”.

Em relação à legislação eleitora, o juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo Regis Castilho destacou que as propagandas são fiscalizadas principalmente por eleitores e candidatos.

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“De fato, o grande fiscal é o eleitor e os candidatos de outras agremiações, que constantemente se debruçam sobre as campanhas dos adversários e trazem representações por propagandas irregulares à Justiça Eleitoral”, explicou o especialista, em entrevista à “CNN”.