Governo Bolsonaro nega verba a Doria, mas diz que ajudará cidades atingidas por chuva

Bolsonaro não informou se há orçamento liberado para atender as demandas dos prefeitos, nem quando o valor será repassado para as prefeituras

O governo Bolsonaro não vai liberar os R$ 471,8 milhões solicitados pelo governo do estado de São Paulo para o atendimento dos municípios afetados pelas chuvas. O governo federal afirmou, porém, que vai atender às demandas das prefeituras das cidades atingidas.

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O anúncio de que o pedido não seria atendido foi feito no início da tarde desta terça-feira (1º), durante entrevista coletiva na Prefeitura de Francisco Morato, onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros de Estado se reuniram com prefeitos das áreas mais atingidas pelas fortes chuvas que chegaram a São Paulo na última semana.

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O ofício encaminhado na segunda-feira (31) pela Secretaria de Desenvolvimento Regional da administração estadual solicitava R$ 50 milhões de forma emergencial para intervenções urgentes nas cidades de Rancharia, Ribeirão Preto, Arujá, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itupeva, Jaú, Presidente Venceslau, Rafard, Várzea Paulista, Monte Mor e Itapevi.

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Também pedia mais R$ 321,8 milhões para políticas de investimento antienchente e R$ 100 milhões para implementação de reservatórios.

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O ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que o pedido feito pela administração estadual trata principalmente de obras de contenção, não de ações emergenciais.

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Por isso, as necessidades dos municípios serão tratadas diretamente com os prefeitos, que terão suas reivindicações atendidas pelo governo federal.

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“Quanto ao pedido do governador ele sabe de que forma deve fazer essa solicitação. Não é a Defesa Civil e não é dessa forma. Ele tem que endereçar ao orçamento geral da União, e essa discussão se dá no ano que antecede a aplicação geral do orçamento. Eu tenho certeza que o governador tem essa informação”, disse.

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Momentos antes, Bolsonaro havia dito que o governo faria “o possível” para atender as demandas do município.

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“Apresentem suas necessidades e nós faremos todo o possível para atendê-los”, declarou.

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Bolsonaro não informou se há orçamento liberado para atender as demandas dos prefeitos, nem quando o valor será repassado para as prefeituras.

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O presidente sobrevoou as áreas mais afetadas pelas chuvas em São Paulo, que deixaram ao menos 24 mortos, entre eles oito crianças. Os alagamentos e deslizamentos de terras deixaram mais de 1,5 mil famílias desabrigadas ou desalojadas. Pelo menos 27 municípios do estado foram afetados.

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Na manhã desta terça, o governador João Doria declarou que a visita do presidente para oferecer ajuda é bem-vinda.

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“Nosso povo está sofrendo as duras consequências das chuvas que castigaram nosso estado. A visita do presidente a SP para oferecer ajuda aos que mais necessitam é bem-vinda” escreveu.

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Doria, assim como Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência. Assim que as chuvas se agravaram neste domingo, Doria sobrevoou as áreas de enchente, se opondo à imagem de Bolsonaro, que ignorou por dias a destruição recente causadas pelas chuvas na Bahia.

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A visita do presidente ao estado de São Paulo é um contraste em relação à sua postura de dezembro, quando tirou uma folga no litoral catarinense enquanto as enchentes se agravavam na Bahia. Os temporais deixaram ao menos 24 mortos, cerca de 350 feridos e mais de 30 mil desabrigados. Ele chegou a dizer que esperava “não ter que retornar antes” do feriado de Réveillon.

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Assim como aliados e membros do governo, a oposição ficou constrangida com as cenas de lazer do presidente, chegando a cobrar que ele suspendesse a viagem e liderasse as ações para mitigar os prejuízos da chuva no estado.

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A resposta de Bolsonaro, ao falar de ações direcionadas à Bahia, foi anunciar a liberação de um crédito de R$ 200 milhões para o estado. Mas uma medida provisória publicada no dia seguinte distribuiu a verba para a reconstrução de rodovias em cinco estados.

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O ministro da Cidadania, João Roma, disse que as ações emergenciais tomadas pela pasta em São Paulo são as mesmas definidas quando as chuvas chegaram à Bahia.

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De acordo com Roma, foram enviadas equipes de assistência social. Ele afirma que não faltará orçamento, mas também não mencionou valores.