O professor e ex-secretário de Turismo Valter Batista (Rede) acredita que terá muito trabalho pela frente caso o partido confirme sua candidatura a prefeito de Guarujá e seu nome seja escolhido pela população nas próximas eleições.
Conhecedor da máquina pública e com um grande histórico junto aos movimentos sociais e estudantis, Batista garante uma mudança de rumo é possível desde que a Administração ouça a população e se torne mais técnica do que política.
“Se não existe competência técnica, uma mentalidade aberta, a política não consegue colocar em prática as ideias”, afirma Batista. Embora acredite que a maioria dos candidatos irá desistir do pleito antes das eleições começarem, ele é da opinião que a pluralidade é positiva.
“Os debates passarão, sem dúvida, pelo que Guarujá vai querer nos próximos quatro anos: desenvolvimento turístico, portuário, social, integração com outros municípios, diminuir as favelas, otimizar os serviços públicos, enfim”.
Propostas
Para o professor Valter Batista, Guarujá tem que ser reconstruída sobre a bandeira da sustentabilidade, mas de forma abrangente, envolvendo as áreas ambiental, política, social, ética, estética, cultural e econômica. “Tudo isso com uma ampla participação popular nas esferas de decisão, principalmente no segundo ano de governo, visto que em 2017 o prefeito terá que cumprir o Plano Plurianual, desenvolvido no governo anterior”.
O pré-candidato tem consciência que o custeio da máquina pública é alto, mas acredita que isso ocorre por conta de equívocos de gestão.
“Temos que qualificar o funcionalismo e cortar, por exemplo, gastos com aluguéis, consultorias, com cargos comissionados e funções gratificadas. Não podemos usar a máquina para fazer composição política e garantir governabilidade”, afirma Batista, alertando que tudo tem que ser feito com transparência e novo foco administrativo.
Projetos e Recursos
O professor lembra que não existem recursos sem projetos, que devem ser criados a partir da uma ampla discussão com a população.
Ele afirma que os conselhos municipais serão parceiros de fato e de direito caso seja escolhido nas prévias do partido, se torne candidato e vença as eleições.
“Os conselhos têm que ser deliberativos e a linha administrativa tem que surgir deles. É colocar em prática o orçamento participativo. A sociedade é que vai definir o que fazer com os recursos”, afirma o professor Valter Batista., que ainda completa: “existe mecanismo para isso. A governabilidade só se for com o povo, não com os vereadores, que não podem estar no governo por intermédio de parentes e apoio”.
