Política
O corpo do intelectual passou por exames no IML de Caraguatatuba e o último adeus está marcado para este domingo (15), no Salão Nobre da FFLCH, na USP
José Álvaro Moisés era cientista político e professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) / Reprodução/USP
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O Brasil perdeu, de forma inesperada, uma de suas mentes mais brilhantes e combativas. José Álvaro Moisés, intelectual que ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e dedicou décadas ao estudo das instituições democráticas, morreu afogado na tarde desta sexta-feira (13), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, aos 81 anos.
O cenário de descanso no Litoral Norte paulista transformou-se em tragédia quando amigos notaram a ausência do professor por volta das 17h30. Banhistas chegaram a acionar o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), mas, apesar dos esforços intensos de reanimação na areia, o coração do cientista político parou diante do mar que ele tanto admirava.
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Moisés não foi apenas um acadêmico; ele foi um arquiteto do debate público. Professor aposentado da USP e coordenador do fórum "Direitos Já", ele deixa uma obra vasta sobre a qualidade da democracia e o funcionamento das instituições. Sua trajetória confunde-se com a própria redemocratização do país, sendo uma voz respeitada tanto nos corredores universitários quanto na linha de frente da política nacional.
A morte, registrada inicialmente como "suspeita e acidental", chocou a comunidade acadêmica e lideranças de diversos espectros políticos. O corpo do intelectual passou por exames no IML de Caraguatatuba e o último adeus está marcado para este domingo (15), no Salão Nobre da FFLCH, na USP, local onde ele formou gerações de pensadores que hoje lamentam o vácuo intelectual deixado por sua partida.
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