‘Farpas’ e poucas soluções marcam o debate de Guarujá

Os 11 candidatos de Guarujá discutiram problemas da cidade no debate de ontem na Santa Cecília

A qualidade técnica do candidato Valter Batista (Rede); a exposição das falhas do Governo PMDB, da prefeita Maria Antonieta de Brito, aliadas às do Governo PSDB, de Geraldo Alckmin, pelo candidato do PSol Jonatas Nunes; e o ‘mea culpa’ do candidato Duíno Verri Fernandes que só deixou o governo municipal depois de sete anos; além de uma desavença entre o candidato do Solidariedade (SDD), Valdemir Batista Santana, o Val Advogado, e o ex-prefeito Farid Madi, marido da candidata Haifa Madi, num dos intervalos, marcaram o debate realizado ontem à noite pelo Sistema Santa Cecília de Comunicação.

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No primeiro bloco, os 11 candidatos responderam perguntas dos internautas. Duíno garantiu que se eleito prefeito de Guarujá não vai se submeter à indicação de seu partido (PSC). Mas sim, ocupar os cargos baseado em uma escolha técnica e por pessoas da cidade. Já o candidato Valter Suman (PSB) disse que se eleito vai garantir independência do lado esquerdo do canal com um projeto de desenvolvimento do porto. “Seremos o Porto de Guarujá”, disse.

Respondendo sobre geração de empregos, Jonatas Nunes enfatizou que houve vários equívocos na atual administração. “Ao invés de investir R$ 20 milhões em um estádio municipal que só teve função da Copa do Mundo, deveria investir em um centro de convenções, para gerar eventos turísticos e acadêmicos, entre outros. A cidade tem que ser boa para o turista e para os moradores”.

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Quando questionada sobre o que faria para melhorar a Educação, a candidata Haifa Madi (PPS) preferiu ler o plano de governo para a área, prática adotada por ela em quase todo o debate. A esquiva sobre o tema ofertado pelos internautas também ocorreu por parte do candidato da prefeita Antonieta, Adilson de Jesus (PMDB), com relação ao transporte, e o candidato Gilberto Benzi (PSDB) com relação à cultura. 

Já Valter Batista (Rede), que foi questionado sobre funcionalismo, garantiu que se eleito irá recuperar as perdas salariais, promover a valorização dos servidores e promover a especialização. 
Angélica Mariano, por sua vez, garantiu que irá congelar as invasões e regularizar as áreas ocupadas como formas de minimizar os problemas habitacionais, além de entregar todos os projetos habitacionais abandonados na cidade. 

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Sidnei Aranha, ao ser questionado sobre segurança, disse que seu governo revelou que “mais que armar a Guarda Municipal, o importante é investir em cidadania, construindo 29 creches, 35 mil moradias e promovendo o saneamento ambiental”, disse, fazendo muitas críticas à Sabesp.

Segundo bloco

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No segundo bloco, quando os candidatos faziam perguntas entre si após sorteio, o candidato Val Advogado atacou o Governo Farid e, consequentemente, o mandato de Haifa enquanto deputada estadual, revelando que ela conseguiu mais verbas para Bertioga do que para Guarujá. Val foi rebatido com números por Haifa. “Colocamos a maternidade Ana Parteira para funcionar e recebemos R$ 1,5 milhão em emendas para a saúde. O senhor está equivocado e querendo desqualificar uma pessoa que teve mais de 45 mil votos”, disparou.

A candidata Angélica Mariano (PTC), ao responder para Duíno Verri sobre o que fazer para combater o desemprego, garantiu que vai exigir que as empresas empreguem trabalhadores de Guarujá, incentivar a construção civil e a capacitação dos jovens. “Vou promover ações para fortalecer o comércio de Vicente de Carvalho, que está abandonado há anos”, disse a filha do ex-prefeito Maurici Mariano. 

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O candidato Gilberto Benzi (PSDB) colocou o candidato da prefeita Antonieta, Adilson de Jesus, em uma ‘saia justa’ ao perguntar porque não foram entregues os kits escolares. “Porque o problema saiu das mãos do governo”, respondeu Jesus. Na réplica, Benzi disse que o problema estaria resolvido se fosse implantado o Cartão Escolar, de sua autoria enquanto vereador, “onde os pais teriam crédito municipal para comprar o material no comércio local”. 

O médico Valter Suman, ao ser questionado por Rogério Lima (PV) sobre a possibilidade de construir um hospital, disse que existe uma grande demanda reprimida na saúde e para isso “vamos incentivar e valorizar ações voltadas à atenção básica. Vamos implantar um AME Mais em Vicente de Carvalho e criar mutirões de saúde e cidadania em toda a cidade”. 

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Ao debater sobre educação, os candidatos Valter Batista e Sidnei Aranha – ambos professores – alertaram sobre a ineficiência do setor. “Temos alunos com a cabeça no século 21 recebendo metodologia do século 19”, disse Aranha, acompanhado de Batista que foi enfático: “Os alunos estão sendo aprovados sem aprender. Isso não vai ocorrer em meu governo”.

Um dos momentos mais polêmicos do encontro foi quando Jonatas Nunes disse que Duíno seria o herdeiro do governo Antonieta. “Eu acreditei nela e ela me traiu, assim como dona Regina Mariano e milhares de eleitores. Peço desculpas ao povo de Guarujá. Não compactuo com escândalos como o da Merenda porque sou ficha limpa”, disparou. Jonatas foi direto na réplica: “O senhor e outros candidatos que aqui estão pularam fora do barco porque ninguém quer ficar do lado com quem tem 90% de rejeição”.

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Quando o assunto envolveu geração de empregos, Adilson de Jesus e Valter Batista adotaram discursos diferentes. Jesus disse que o futuro aeroporto irá garantir seis mil postos, sendo três mil somente em sua construção. Batista disse não acreditar em promessas e que eleito vai gerar mil empregos logo nos primeiros meses adotando coleta seletiva e promovendo mutirões para manutenção urbana. 

Na discussão sobre projetos para o esporte, Haifa disse que irá recuperar o Ginásio do Guaibê (há quatro anos fechado) e ocupar o estádio municipal. Jonatas Nunes disse que implantará o Bolsa Atleta e levará projetos para as periferias. No final, Nunes ainda ‘alfinetou’ Gilberto Benzi: “Como o senhor se sente defendendo um partido que agride professor e constrói presídios?”.

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Inconformado com a resposta, quando Benzi disse que se sentia orgulhoso de pertencer a um partido realizador, Jonatas disparou: “O PSDB não deve estar no Brasil”.