Política

Erika Hilton aciona MPF para desabilitar Grok após denúncias graves: 'isso é crime'

A deputada denuncia que ferramenta está sendo usada para criar conteúdo adulto sem consentimento; o pedido de suspensão nacional está sob análise

Giovanna Camiotto

Publicado em 04/01/2026 às 17:49

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) / Reprodução/X

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das vozes mais proeminentes do Congresso Nacional e atual líder da bancada do PSOL na Câmara, formalizou neste domingo (4) uma denúncia contra a rede social X (antigo Twitter) e sua inteligência artificial, o Grok, por uso indevido de imagem e conteúdo controverso.

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A ação, encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), aponta que a tecnologia está sendo utilizada para gerar e disseminar imagens eróticas de mulheres e crianças sem qualquer tipo de consentimento.

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Erika Hilton, que é a primeira deputada trans negra da história do Brasil e reconhecida por sua forte atuação na defesa dos direitos humanos e digitais, afirmou que a ferramenta permite que usuários alterem digitalmente fotos reais. O processo transformaria imagens comuns em conteúdo sexualmente sugestivo.

A deputada foi enfática ao classificar a prática como criminosa: "O direito à imagem é individual, não é transferível por meio dos 'termos de uso' de uma rede social e a distribuição em massa de pornografia infantil por uma inteligência artificial integrada a uma rede social ultrapassa todos os limites", ela escreveu no X.

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Diante da gravidade das denúncias, a parlamentar solicitou que as funções de inteligência artificial da rede de Elon Musk sejam desabilitadas em todo o território nacional até que as investigações sejam concluídas.

Erika Hilton ainda argumentou que os filtros de segurança da plataforma falharam gravemente, permitindo que a IA ultrapassasse barreiras éticas e legais.

Caso o pedido seja acatado pelos órgãos competentes, a rede X poderá sofrer novas restrições de funcionamento no Brasil, país que já protagonizou embates jurídicos severos com a plataforma nos últimos anos por questões de moderação de conteúdo e conformidade legal.

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