Equipe de transição de Lula cresce e se aproxima de 1.000 nomes

Edição extra do Diário Oficial da União, publicada na noite de quinta-feira (1º), oficializou 477 novos nomes que passam a integrar a equipe de transição

Vitória do petista foi apertada

Vitória do petista foi apertada | Ricardo Stuckert

O gabinete de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais do que dobrou de tamanho em apenas um dia e superou 900 integrantes.

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Edição extra do Diário Oficial da União, publicada na noite de quinta-feira (1º), oficializou 477 novos nomes que passam a integrar a equipe de transição, em diferentes grupos técnicos e também no Conselho de Participação Social do Gabinete de Transição Governamental. Com isso, o total chega a 904 integrantes.

Esses membros da transição não são necessariamente remunerados. No total, há 50 cargos com salários disponíveis para a equipe de Lula, o mesmo número previsto em transições anteriores, como a de Jair Bolsonaro (PL).

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O governo de transição também nomeou os cinco primeiros membros do grupo de inteligência estratégica. Três deles são oficiais de inteligência identificados apenas por números. O delegado da Polícia Federal Andrei Passos, que comanda a segurança de Lula, também integra o grupo.

Reportagem da Folha mostrou que o grande número de pessoas na transição já resulta em ruídos dentro dos grupos técnicos, disputas por espaço, além de indicar que Lula terá dificuldades para compor um novo governo. Até o início desta semana, eram cerca de 415 pessoas atuando, considerando os participantes dos grupos técnicos e a coordenação do gabinete de transição.

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Há ainda assessores voluntários dos grupos técnicos, que assumem funções burocráticas, como de análise jurídica.

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), fez o último anúncio de nomes para a transição em 22 de novembro.

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Desde então os grupos técnicos receberam dezenas de integrantes, incluindo parlamentares. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), por exemplo, entrou para o grupo da educação. Já o senador Fabiano

Contarato (PT-ES) passou a integrar a equipe de justiça e segurança pública.

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Alguns nomes também deixaram a equipe nos últimos dias, como a empresária Chieko Aoki, presidente do grupo hoteleiro Blue Tree Hotels, e o deputado federal Alexandre Frota (Pros-SP).

O gabinete de transição afirma que segue “segue rigorosamente o que está previsto na legislação específica”, com aval para nomear “50 cargos comissionados, servidores requisitados de outros Poderes e colaboradores voluntários”.

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Com as novas nomeações, o GT de educação tem 55 membros, sendo o maior da transição, seguido por cidades (49 membros), direitos humanos (44) e justiça e segurança pública (42).

A quase totalidade da equipe de transição não é remunerada. Segundo a legislação, as equipes dos presidentes eleitos têm direito a até 50 cargos especiais de transição governamentais, cujos salários variam de R$ 2.700 a R$ 17,3 mil. Os demais atuam como voluntários ou então cedidos por seus órgãos de origem, nos casos de funcionários públicos. Até o momento, 20 desses 50 cargos foram preenchidos.

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Na lista de nomes divulgada na quinta-feira (1) está Nilmário Miranda, no grupo dos direitos humanos.

Ele já foi chefe da secretaria que cuidava desse tema no governo Lula.

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Outro militante histórico do PT que foi incluído na transição foi o cientista político Emir Sader, que vai integrar o grupo técnico de comunicação social.

No grupo técnico da agricultura, foi incluído o executivo Carlos Ernesto Augustin, que atua em uma das maiores produtoras de grãos do mundo.

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A ex-presidente do Ibama Suely Araujo entrou para o grupo de meio ambiente. Ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva também passa a fazer parte desse grupo.

Já o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário da área do governo do Espírito Santo, Nésio Fernandes, foi nomeado ao GT da saúde.