Política

Ecovias responde críticas do Legislativo e detalha ações no Sistema Anchieta-Imigrantes

Concessionária comenta cobrança de contrapartidas em Cubatão, Operação 2x8, projeto da terceira pista e protocolos de emergência

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 07/03/2026 às 15:11

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A empresa afirmou que realiza ações contínuas para reduzir impactos da operação rodoviária no entorno urbano / Divulgação/Ecovias

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A concessionária Ecovias Imigrantes respondeu às críticas e questionamentos feitos por lideranças políticas da Baixada Santista sobre impactos do Sistema Anchieta-Imigrantes nas cidades da região, especialmente em Cubatão.

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Os esclarecimentos abordam temas como contrapartidas ao município, impactos urbanos das rodovias, a proposta de terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, o funcionamento da Operação Subida 2x8 e os protocolos de emergência em acidentes com cargas perigosas.

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A reportagem do Diário falou sobre estas reclamações na última quinta-feira (5). Leia: Pressão contra Ecovias cresce na Baixada com relatório e proposta sobre SAI.

Contrapartidas e investimentos

Sobre a possibilidade de oferecer contrapartidas diretas ao município de Cubatão — como apoio à rede municipal de saúde ou financiamento de leitos hospitalares, proposta defendida por vereadores da cidade — a concessionária afirmou que suas obrigações estão definidas no contrato de concessão firmado com o Governo do Estado de São Paulo.

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Segundo a empresa, os investimentos são direcionados principalmente à operação, conservação e ampliação da infraestrutura rodoviária, além da prestação de serviços aos usuários.

A concessionária também destacou que realiza o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), cuja arrecadação é distribuída entre os municípios conforme a extensão das rodovias em cada território. No caso do sistema, cerca de 29,6% do imposto referente às rodovias administradas é destinado a Cubatão.

Entre as intervenções citadas pela empresa está a obra da ponte do Jardim Casqueiro, apontada como iniciativa voltada à melhoria da mobilidade na cidade.

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Impactos urbanos e ambientais

A empresa afirmou que realiza ações contínuas para reduzir impactos da operação rodoviária no entorno urbano, incluindo monitoramento 24 horas por meio do Centro de Controle Operacional (CCO), equipes operacionais em campo e operações especiais em períodos de maior movimento.

Veja também: Pé na estrada: Imigrantes está entre as 14 rodovias mais encantadoras do Brasil

Segundo a concessionária, ao longo de mais de 27 anos de concessão foram executadas obras estruturantes que beneficiaram diretamente Cubatão, como o anel viário do município, que teria contribuído para reduzir congestionamentos no viário urbano.

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Projeto da terceira pista

Em relação à proposta discutida por lideranças políticas de condicionar o avanço do projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes à solução de problemas de drenagem e acesso a bairros de Cubatão, a empresa afirmou que o empreendimento está atualmente em fase de estudos.

De acordo com a concessionária, o projeto foi solicitado pelo governo estadual para criar uma nova ligação entre o Planalto e a Baixada Santista, com foco no transporte de veículos pesados e na melhoria da logística de acesso ao Porto de Santos.

A empresa afirmou que a nova ligação não faz parte do contrato atual da concessão e terá orçamento e equipes próprios. A estimativa é de que a fase de obras possa gerar cerca de seis mil empregos diretos e indiretos.

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Operação 2x8

Sobre críticas feitas por lideranças regionais à Operação Subida 2x8, a concessionária afirmou que o procedimento é adotado apenas em momentos de grande volume de veículos retornando à capital, como feriados prolongados e períodos de alta temporada.

Segundo a empresa, a operação é definida em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária e segue critérios técnicos baseados no monitoramento em tempo real das condições de tráfego.

Nesse modelo, a maior parte das pistas do sistema é direcionada para a subida da serra, aumentando a capacidade de saída do litoral de cerca de 5 mil para mais de 10 mil veículos por hora.

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De acordo com a concessionária, a medida ajuda a reduzir o tempo de permanência de veículos na região e evita congestionamentos prolongados que poderiam impactar também o tráfego urbano das cidades da Baixada Santista.

Protocolos para emergências

A empresa também informou que possui protocolos específicos para acidentes envolvendo cargas perigosas nas rodovias do sistema.

Entre as medidas citadas estão o monitoramento permanente pelo Centro de Controle Operacional, acionamento de equipes especializadas e atuação conjunta com órgãos públicos como Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, Defesa Civil, serviços de saúde e autoridades ambientais.

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A concessionária afirmou ainda que participa do Plano de Auxílio Mútuo de Cubatão, rede que reúne empresas e órgãos públicos para atuação integrada em emergências envolvendo produtos perigosos, além de realizar simulados periódicos para aprimorar a resposta a acidentes.

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