Política

'Devemos impedir que crise econômica seja desperdiçada', diz Dilma

Na avaliação dela, diante de um cenário atual "muito doloroso", é possível melhorar as condições existentes, sobretudo na regulação do processo produtivo

Pedro Henrique Fonseca

Publicado em 19/11/2015 às 17:16

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No mesmo dia em que foi divulgado o crescimento da taxa de desemprego para 7,9% em outubro, maior taxa para o mês desde 2007, a presidente Dilma Rousseff afirmou que as medidas fiscais adotadas pelo governo federal têm como objetivo retomar o nível de emprego no país e defendeu que a crise econômica não seja "desperdiçada".

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Na avaliação dela, diante de um cenário atual "muito doloroso", é possível melhorar as condições existentes, sobretudo na regulação do processo produtivo, e garantir que medidas estabelecidas pelo governo federal assegurem mais oportunidades no mercado de trabalho.

"A crise é um momento muito doloroso e nós devemos impedir que ela seja desperdiçada. Em uma crise, podemos não só buscar melhorar as condições existentes, mas também garantir que as decisões tomadas para enfrentá-la sejam aquelas que asseguram aos trabalhadores mais oportunidades", disse nesta quinta-feira (19).

A presidente sancionou nesta quarta (18) medida provisória de criação do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), proposta para tentar desestimular demissões em "empresas que se encontram em dificuldades financeiras temporárias.

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Segundo ela, diante do quadro de crise econômica, a proposta protege o emprego e garante que o gasto governamental seja inferior do que com o despendido no pagamento do seguro-desemprego.

A presidente Dilma disse que 'devemos impedir que a crise econômica seja desperdiçada' (Foto: Associated Press)

"Nós continuamos de forma obstinada para reorganizar a situação fiscal do país, reduzir a inflação e restaurar o crescimento e a confiança na economia. Todas as medidas que adotamos até agora têm como objetivo permitir que estabeleçamos condições mais sustentáveis para o crescimento da produção e do emprego", disse.

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A proposta sancionada permite a redução da jornada de trabalho em até 30%, com redução também do salário -no caso da redução de jornada de 30%, essa redução será de no mínimo 15%, já que o governo deve complementar outros 15% com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A complementação será limitada a 65% do maior benefício do seguro-desemprego (R$ 1.385,91 x 65% = R$ 900,84).

O programa, cuja vigência teve início no dia 7 de julho com a publicação de medida provisória, foi resultado de negociação das centrais sindicais, indústria e o Palácio do Planalto.

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