Política

Defesa de Bolsonaro pede ao STF visita de assessor do Departamento de Estado dos EUA

Os advogados do ex-Presidente solicitam autorização excepcional para encontro com Darren Beattie durante passagem oficial por Brasília

Giovanna Camiotto

Publicado em 10/03/2026 às 16:06

Atualizado em 10/03/2026 às 16:06

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O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A defesa do ex-Presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (10) autorização excepcional para que o assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, visite o ex-chefe do Executivo durante agenda oficial em Brasília.

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Segundo os advogados, Beattie, que atua como assessor sênior para política do Brasil no Departamento de Estado, ficará na capital federal por um período curto e não conseguiria comparecer nos dias regulares de visita, atualmente às quartas-feiras e sábados.

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Na petição, a defesa solicita que o encontro ocorra de forma excepcional nos dias 16 ou 17 de março. Os advogados argumentam que a limitação de agenda decorre de compromissos diplomáticos e classificam a solicitação como “excepcional, pontual e previamente agendada”.

O pedido também inclui autorização para que o assessor esteja acompanhado de um intérprete, a fim de facilitar a comunicação durante a visita.

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Relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes já reconheceu, segundo os advogados, a possibilidade de ajustes pontuais no regime de visitas por razões administrativas.

Bolsonaro na prisão

Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Na semana passada, a Primeira Turma do STF manteve decisão de Moraes que negou o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente.

No julgamento virtual, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o relator. Em seu voto, Moraes afirmou que a unidade prisional apresenta “total adequação” às necessidades médicas do ex-presidente e citou a quantidade de visitas recebidas como indicativo de que Bolsonaro mantém “intensa atividade política” mesmo detido.

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Segundo o ministro, desde a prisão o ex-presidente recebeu 144 atendimentos médicos, 36 visitas de terceiros e realizou 33 sessões de caminhada, além de encontros frequentes com advogados.

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