O comércio no Centro de Santos foi o tema principal de uma audiência pública realizada ontem, na Câmara Municipal. A reunião contou com representantes de sindicatos do setor e membros do Executivo santista.
A audiência foi convocada pelo vereador Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB). “Nós estamos há muito tempo consultando os comerciantes das cidades com intuito de auxiliá- los nas dificuldades, nas reivindicações que eles têm passado pra gente. A Câmara Municipal está atenta a isso e eu resolvi fazer essa audiência para passar a eles a mensagem do Poder Executivo e ouvir as reivindicações. Precisamos ter uma atenção especial a todo o comércio da Cidade”, disse o parlamentar.
O secretário municipal de Turismo, Luiz Dias Guimarães, enxerga o Centro como um chamariz para atrair turistas. “Vemos o Centro Histórico como um mega equipamento turístico da Cidade. É o nossos grande diferencial. Por isso temos concentrado muitas ações no Centro Histórico. Estamos fazendo um calendário forte de eventos”.
Entre os eventos, Guimarães destacou o “Happy Centro”, o “Festival Santos Café”, “Festival Nacional do Choro” e “Festival da Imagem”. O secretário também falou sobre o projeto “Feijão com Arte”, que deve ter início em abril.
“Pensando em estimular a atividade no Centro, aos sábados, que é o dia mais complicado para o comércio, principalmente restaurantes e bares, vamos iniciar o “Feijão com Arte”. É um com circuito gastronômico à base de feijoada e agregando outras coisas a isso. Na Praça Mauá, faremos uma feira arte, artesanato e antiguidades. Também estamos tratando, junto com a CET, para que nesse dia seja ofertado um serviço de tuk-tuk e calhambeque para locação. A pessoa irá poder dar um passeio pelo Centro Histórico”.
O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Fernando Martins da Fonseca, falou sobre as demandas e problemas enfrentados pela categoria. “Nós precisamos de maior segurança e iluminação. O próprio comércio precisa ajudar pintando as suas lojas. O governo também precisa ajudar fazendo um imposto mais caro por essas lojas fechadas e ociosas. Tem senhorios pedindo absurdos e o sujeito não vai se instalar numa casa velha, caindo aos pedaços e pagando um absurdo de aluguel”, relatou Fonseca, que também pediu isenção de IPTU para os comerciantes que precisam realizar obras em seus estabelecimentos.
O representante varejista criticou a burocracia envolvendo obras que poderiam melhorar a região como o projeto de revitalização do Porto.
Já Paulo Levi Latrova, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Santos, destacou que o foco da CDL é melhorar as condições para que o Centro possa atrair novos empresários. Ele pediu mudanças na lei do Alegra Centro. “Precisa facilitar mais o tombamento dos estabelecimentos. Precisamos de alguma modificação que facilite mais para o dono do imóvel poder fazer a restauração. Precisamos agilizar isso porque é muito difícil a revitalização do imóvel antigo dentro do que se pede hoje”.
De acordo com o arquiteto José Marques Carriço, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, para revitalizar o Centro é necessária a presença de moradias populares. “Nada traz mais segurança para as ruas do que o trânsito de pessoas durante todo o dia”.
Carriço espera que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) seja o fio condutor para atrair novas moradias para o Centro.
