Câmara de Santos discute contrato para transporte

Geonísio Aguiar questiona aditamento entre a Secretaria de Educação e Breda no valor de R$ 5 milhões

O contrato feito entre a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e a empresa Breda para o transporte escolar de crianças para o projeto Escola Total foi tema de discussão durante a sessão de ontem na Câmara de Santos.

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O assunto entrou em pauta devido a um requerimento do vereador Kenny Mendes, que questionou o Executivo porque o projeto utiliza os serviços dos condutores do transporte escolar no transporte de alunos. De acordo com o parlamentar, condutores do município perguntaram porque apenas a Breda pode atender ao Escola Total.

Geonísio Aguiar, o Boquinha (PSDB), aproveitou o item para levantar uma dúvida sobre o valor do contrato entre secretaria e empresa. Segundo ele, a Seduc fez um aditamento no contrato, no dia 1º de março, no valor R$5.061.000,00. 

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“Tá dando, por mês, em torno de R$ 400 mil. Praticamente se compra um ônibus. Já temos na nossa frota 15 ônibus que fazem trajeto. Esses ônibus, os amarelinhos, eles andam o dia inteiro e em finais de semana. A Breda nesse contrato é pontual. Não tem uma circulação tão grande”.

Boquinha destacou que, no aditamento, o número de ônibus ofertados pela Breda diminuiu de 22 para 17. “Teve a diminuição de cinco ônibus. Aqui colocam um desconto de 18%, que não é 18% porque o contrato de 2014 era de R$ 5.550.000,00. O de 2015 ficou em R$ 5.768.000,00. Nós precisamos nos debruçar nesse contrato. Verdade seja dita, não é deste governo, já vem desde o governo anterior. Mas está ficando muito bom para a companhia. É um valor alto para um contrato de locação para fazer o deslocamento das crianças”.

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Para o presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia da Câmara de Santos, Igor Martins de Melo (PSB), o contrato é uma conta misteriosa. Ele recordou que, antigamente, o projeto Escola Total foi alvo de críticas porque as crianças andavam muito pela cidade e o acordo com a Breda era necessário.

“De um ano e meio pra cá esse conceito mudou. Passaram a fixar a criança em determinadas escolas, diminuindo o estresse que a situação causava. O que acaba deixando a conta pior, já que se usa menos ônibus, menos viagens para esse valor estrondoso”.

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O pessebista disse acreditar que o contrato com a Breda poderia ser mais útil se a empresa disponibilizasse os ônibus de acordo com a demanda de outras secretarias também. “A Secretaria de Esportes precisa constantemente viajar e nunca tem ônibus”.

Por fim, Murilo Barletta (PR), também membro da Comissão de Educação da Casa, discordou da ideia de Kenny Mendes, mas pediu para que a Câmara analisasse o contrato. “Transportar crianças em ônibus é bem diferente do que transportar em peruas escolares. Os números são totalmente divergentes. Os ônibus carregam 40 pessoas e as peruas entre 15 e 18 pessoas. Há uma incompatibilidade. Mas em relação aos números que o vereador Boquinha levantou, eu acho que vale a pena a gente dar uma olhada com carinho nesse contrato”.