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Câmara abre comissão para investigar prefeita de Ilha Comprida por supostas irregularidades

Denúncia cita serviços não executados, gastos sem empenho e suspeita de sobrepreço; prefeita nega acusações e diz que provará inocência

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 19/02/2026 às 12:31

Atualizado em 19/02/2026 às 12:44

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Prefeita Maristela Osório de Marques Cardona será investigada pela Câmara / Divulgação

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A Câmara Municipal de Ilha Comprida instaurou uma Comissão de Investigação e Processante (CIP) para apurar possíveis infrações político-administrativas atribuídas à prefeita Maristela Osório de Marques Cardona.

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A admissibilidade da denúncia foi aprovada por 6 votos a 2, com base em documentos que incluem trechos do Relatório Final da CPI nº 001/2025, decisões judiciais e projetos de lei analisados pelo Legislativo.

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Entre os pontos investigados estão supostos pagamentos por serviços não executados, despesas realizadas sem prévio empenho, quebra da ordem cronológica de pagamentos, cessão irregular de equipamento público a empresa privada e indícios de superfaturamento na compra de medicamentos. A comissão é composta por três vereadores e já iniciou a fase de instrução.

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Um dos principais questionamentos envolve o pagamento de R$ 139.816,60 a uma empresa por serviços de tapa-buracos que, segundo o relatório da CPI, não teriam sido realizados. Em depoimento, a ex-secretária de Obras afirmou que não houve operação desse tipo ao longo de 2024.

A denúncia também aborda gastos relacionados ao evento Ilha Verão 2026, que teriam sido executados sem previsão orçamentária e cobertura legal adequada, o que pode caracterizar violação à Lei de Responsabilidade Fiscal.

No campo da saúde, a investigação cita decisão da 2ª Vara Cível de Iguape que suspendeu pagamentos ligados à adesão a uma ata de registro de preços para aquisição de medicamentos, apontando indícios de sobrepreço e falta de comprovação de vantajosidade.

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Presidente da comissão, o vereador Emerson Gryllo afirmou que os trabalhos seguirão os parâmetros do Decreto-Lei 201/1967, da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara, com garantia de imparcialidade na condução das apurações.

Veja como foi a eleição da prefeita de Ilha Comprida, em 2024.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a prefeita Maristela Cardona negou irregularidades e afirmou que não colocaria interesses pessoais acima do interesse público. Ela terá prazo legal para apresentar defesa escrita, indicar provas e arrolar testemunhas.

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Após a conclusão da fase de instrução, o parecer da comissão será votado em plenário. Uma eventual cassação do mandato depende do apoio de dois terços dos vereadores.

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