O Brasil tem hoje as primeiras manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após o superpedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados. Apoiados por sindicatos, partidos de esquerda, centro e até direita, os atos começaram pela manhã em alguns locais e devem ocorrer em ao menos 290 cidades no Brasil e em outros sete países, de acordo com os organizadores.
Chamada “3JForaBolsonaro”, a megamanifestação nacional estava prevista para o fim do mês, mas foi antecipada após as acusações de crime de prevaricação no caso da compra da vacina Covaxin. Nesta semana, os eventos ganharam aderência de quadros de fora da esquerda, que havia prevalecido nos últimos protestos.
“O Brasil não aguentará o governo genocida, e agora investigado por corrupção, de Jair Bolsonaro até 2022. O impeachment é urgente, tem de ser agora”, diz a carta que convocou para os atos, assinada por dez centrais sindicais. A Coalizão Negra, formada por 200 organizações do movimento negro, também confirmou presença.
Centenas de manifestantes já estavam reunidos às 10h no Rio de Janeiro, com máscaras, placas e camisas personalizadas.
Máscaras estão sendo distribuídas e pessoas de todas as idades estão reunidas no ato gritando “Vida, pão, vacina e educação” e “Fora Bolsonaro”. A vacinação, a inflação dos alimentos, o aumento no preço da energia e a CPI estão entre as pautas citadas.
*Leonardo Martins, Lucas Borges Teixeira, Carlos Madeiro e Daniele Dutra
*Do UOL, em São Paulo e Colaboração para o UOL
