Austeridade e respeito com o dinheiro público, na manutenção da infraestrtura da cidade e na valorização do servidor público. Essas são as principais vertentes defendidas pelo jornalista Edgar Boturão, candidato a prefeito de Santos pelo PROS.
Boturão destacou que a crise econômica, criada nos governos Lula e Dilma, afetou a Estados e municípios, e que Santos não fugiu à regra.
“Não temos mais condições para construir coisa nenhuma, para investir em obras grandiosas, coisas desse tipo. Nós temos que manter aquilo que temos, fazer a manutenção diária dos nossos equipamentos e qualificar os nossos funcionários com cursos, palestras, seminários. Motivar cada vez mais o funcionário público, que é aguerrido e gosta de trabalhar, para atendermos cada vez melhor os munícipes que procuram os serviços da Prefeitura”.
Durante e campanha, o candidato defende que não se compromete com propostas e projetos, como seus adversários. No entanto, ele também deixa claro que não abre mão das grandes, mas os recursos devem vir do Estado e da União.
“Não significa que eu abra mão das obras da entrada da Cidade, do teleférico, do túnel Zona Leste/Zona Noroeste, da ponte Saboó/Barnabé e Bagres. Não abro mão de absolutamente nada disso. Só digo que é uma dificuldade muito grande do prefeito se comprometer com esses empreendimentos gigantescos. Caso a União e o Estado tenham possibilidade de repassar ao município aquilo que eu preciso, o que acho muito difícil, não dá para fugir da realidade e achar que o dinheiro vai entrar com rapidez para essas obras importantes”.
Outro ponto defendido pelo jornalista é a reversão de tombamentos realizados em prédios no Centro. Para ele, foi cometido um grande equívoco.
“Foi cometido um grande equívoco na área central. Se raciocinou com o pé e não com o cérebro. Não se pensou numa cidade para o futuro. Você fez uma série de tombamentos e a cada imóvel tombado existe um raio de proteção no entorno”.
A ideia do candidato é utilizar a área para a construção de moradias populares.
“Você tem uma série de empresários da construção civil dispostos a investir nessas moradias populares para facilitar para aquela pessoa que tem uma renda um pouco abaixo daquela média para a cidade de Santos. Para que ela não tenha que deixar a cidade para morar em municípios vizinhos. O que ocorre é um êxodo não planejado. Eles trabalham em Santos, usam os serviços da cidade e pagam IPTU para os municípios vizinhos”.
Metropolização
Edgar Boturão disse se comprometer firmemente, caso seja eleito prefeito de Santos, em liderar o processo de metropolização da Baixada Santista.
“Estamos discutindo em debates e em outras entrevistas a questão da saúde. Eu tenho dito que por mais que se organize o nosso sistema de saúde, ofereça equipamentos de boa qualidade, se a gente não descentralizar os investimentos na área da saúde, quanto mais equipamentos colocarmos à disposição, mais gente virá para cá”.
O jornalista destacou que Santos deve ser referência, mas que casos menos complexos deveriam ser tratados nos munícipios onde cada paciente reside.
“Se você não fizer o trabalho de descentralização, quanto mais você organizar o sistema de saúde, quanto melhores equipamentos você tiver à disposição, mais dificuldades você vai ter”.
