Bolsonaro nega almoço com Guilherme de Pádua e pede respeito a Gloria Perez

Ele afirmou haver uma "exploração leviana" da morte da filha de Gloria Perez no caso

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Bolsonaro | Facebook/Jair Messias Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta sexta-feira (12), ter participado de almoço em Belo Horizonte com Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez.

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Ele afirmou haver uma “exploração leviana” da morte da filha de Gloria Perez no caso. “Sequer participei do almoço em Belo Horizonte”, disse, acrescentando que estava em uma churrascaria em São Paulo no mesmo horário do almoço.

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Foram publicados em redes sociais vídeos de Bolsonaro sendo vaiado e recebendo apoio na churrascaria Laço de Ouro, em São Paulo, no domingo. “A própria pessoa envolvida nesse crime cruel e covarde nega ter estado presente no evento”, completou.
Pádua, hoje pastor na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, não participou do almoço, nem Bolsonaro.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, esteve no evento na capital mineira, onde a esposa de Pádua, Juliana Lacerda, tirou uma foto ao seu lado.
Mais cedo, o casal presidenciável havia participado de um culto na Igreja da Lagoinha, no domingo (7).

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O chefe do Executivo disse prestar respeito à dramaturga Gloria Perez e criticou a imprensa.

“Minha história de luta por leis mais duras para assassinos covardes, estupradores e demais crimes violentos fala por mim e mostra de que lado sempre estive”, completou.

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Juliana Lacerda se manifestou também nesta sexta-feira (12) nas redes sociais, dizendo que a primeira-dama não a conhece, e que ela fez fila para tirar a foto.

“Eu nunca troquei uma palavra sequer com ela. Nunca mesmo. Ela nem sabia quem eu era. Ela simplesmente foi lá, gentil que é, uma pessoa extremamente simples, uma mulher de Deus, porque eu sou fã, e ela tirou essa foto comigo”, disse.

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O assassino de Daniella Perez e sua esposa se declaram eleitores de Bolsonaro. No início da pandemia, em 2020, Guilherme de Pádua esteve em Brasília para uma manifestação em apoio do presidente, em meio à pandemia.

O presidente nunca se manifestou sobre o apoio de Guilherme de Pádua.

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O nome do ex-ator e hoje pastor voltou aos holofotes com a estreia da minissérie documental “Pacto Brutal”, obra em cinco episódios sobre o assassinato da atriz Daniella Perez, morta aos 22 anos, em 28 de dezembro de 1992.

O corpo dela foi encontrado pela polícia, ao lado de seu carro, no matagal de uma até então pouco adensada Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A vítima tinha 18 perfurações, a maioria concentrada na região do coração. O relato de uma testemunha levou a polícia a De Pádua, que era colega de elenco da vítima, e à então mulher dele, Paula Thomaz.