Bolsonaristas xingam Marina Silva de ‘vagabunda’ após ato ao lado de Lula

Um boletim de ocorrência foi registrado

Facebook/Lula

A ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) afirmou que foi xingada de “vagabunda” por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (PL) na noite de sexta-feira (21), após participar de caminhada ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Juiz de Fora, Minas Gerais.

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Um boletim de ocorrência foi registrado. Neste sábado (22), em evento com o petista, Marina afirmou que o registro policial é “para que não se atrevam a continuar fazendo isso”.

Em entrevista coletiva, Lula afirmou que “isso é uma escola exemplar do fascismo no mundo inteiro”. “A gente faz política há 50 anos, isso não existia no Brasil, nem em cidade pequena, média, grande. Hoje o que nós vemos é violência e mais violência verbal, e, às vezes, violência física. Isso é porque nós temos um governo fascista no Brasil.”

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Nas redes, a ex-ministra contou que a agressão verbal ocorreu após jantar com dirigentes da Rede no restaurante do hotel Radisson Blu (BH). “É a velha tentativa grotesca de coagir a ação política das mulheres. É a violência política de gênero se espalhando pelo país em tempos bolsonaristas”, escreveu Marina em seu perfil no Twitter.

Porta-voz da Rede em São Paulo, Giovanni Mockus afirmou que estava com a ex-ministra no momento e que foi uma “situação muito ruim”.

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Segundo Mockus, ele, Marina e mais dois dirigentes da Rede em Minas Gerais jantaram no restaurante do hotel onde estavam hospedados. Ele contou que, durante o jantar, um grupo de cerca de 20 pessoas, divididas em duas mesas no restaurante, começou a gritar palavras de ordem a favor de Bolsonaro e que, em um certo momento, passaram a dirigir críticas à ex-ministra.

“Em determinado momento acabaram atacando a Marina pessoalmente, com palavras de baixo calão”, afirmou. “Todo mundo entendeu isso como uma ação desenfreada de violência política de gênero.”

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“É inadmissível que uma deputada federal eleita, mulher, negra seja atacada dessa forma simplesmente pela sua posição política. É preciso denunciar e jogar luz sobre o que está acontecendo no nosso país”, disse Mockus.

O dirigente afirmou ainda que o grupo de pessoas que estava com Marina contou com assistência da equipe da Polícia Federal que está acompanhando a comitiva de Lula.

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Simone Tebet (MDB), que também apoia Lula e esteve em ato com o petista na sexta, expressou nas redes solidariedade a Marina.

“Toda minha solidariedade à @MarinaSilva pelas ofensas recebidas por bolsonaristas. Pouco antes, estávamos juntas em Minas Gerais, na caminhada com @LulaOficial. Violência política contra mulheres tem se tornado mais comum com este presidente que dá o mesmo péssimo exemplo”, escreveu.