Urna eletrônica / Fabio Rodrigues/ Pozzebom Agência Brasil
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Mesmo com altos percentuais de cadastramento biométrico em boa parte dos municípios, a Baixada Santista registrou níveis expressivos de abstenção nas últimas eleições. Em cidades com cobertura superior a 90% do eleitorado, o comparecimento às urnas ficou abaixo do esperado.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Diário do Litoral, em Santos, maior colégio eleitoral da região, cerca de 29,26% dos eleitores aptos não compareceram às urnas na última eleição. O município tem 342.083 pessoas habilitadas a votar, das quais 270.762 possuem cadastro biométrico, o equivalente a 79,31%.
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Situação semelhante foi observada em Praia Grande, onde a abstenção chegou a 29,83%, a maior da Baixada. A cidade conta com 257.083 eleitores aptos, sendo 213.277 com biometria cadastrada, índice de 83,23%.
Em São Vicente, que tem 258.373 eleitores, o percentual de cadastramento biométrico é o menor da região, 74,86%. Ainda assim, a abstenção alcançou 27,92%.
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Entre os municípios com maior cobertura biométrica estão Cubatão, com 93,71% do eleitorado registrado, Itanhaém, com 93,67%, Mongaguá, com 93,70%, e Peruíbe, com 93,42%. Mesmo nesses casos, os índices de ausência variaram entre 17,47% e 27,48%.
Vale citar que Cubatão apresentou o menor percentual de abstenção, cerca de 17,47%, diante de um eleitorado apto de 89.469 pessoas. Já Itanhaém teve 27,48% de faltas, seguido por Mongaguá (26,05%) e Peruíbe (26,31%).
Guarujá, com 235.354 eleitores aptos e 78,46% de cobertura biométrica, registrou 23,25% de abstenção. Em Bertioga, onde 80,13% dos 51.432 eleitores possuem cadastro biométrico, o índice de ausência foi de 27,66%.
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Os dados indicam que a ampliação do cadastramento biométrico não tem relação direta com a redução da abstenção. Embora a identificação digital seja apontada pela Justiça Eleitoral como instrumento de segurança e modernização do sistema, o comparecimento às urnas segue influenciado por fatores como desinteresse político, dificuldades logísticas e condições socioeconômicas.
Na comparação interna, percebe-se que municípios com cobertura superior a 93% não necessariamente registraram menores índices de ausência. A exceção foi Cubatão, que aliou alto percentual de biometria ao menor nível de abstenção da região litorânea.
O cenário reforça que, apesar do avanço tecnológico no processo eleitoral, a participação do eleitorado continua sendo um breve desafio na Baixada Santista.
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O cadastro biométrico é uma forma de garantir mais segurança e agilidade no processo eleitoral, permitindo o reconhecimento do eleitor por meio das impressões digitais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema impede fraudes, elimina duplicidades e torna o processo de votação mais rápido e confiável.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reforça que o cadastramento pode ser feito gratuitamente nos cartórios eleitorais ou nos postos do Poupatempo, mediante agendamento. Embora o prazo oficial para a atualização do cadastro siga até maio de 2026, o órgão recomenda que o eleitor regularize a situação antes do fechamento do cadastro para o próximo pleito.
Quem não fizer o registro pode ter o título cancelado, o que impede a emissão de passaporte, matrícula em instituições públicas e participação em concursos federais.
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