12 pré-candidatos desenham quadro eleitoral em Cubatão

Até o momento, a disputa pela cadeira do Executivo será uma das mais concorridas da história da Cidade

Cubatão é uma das cidades da Região que mais tem pré-candidatos à Prefeitura: até o momento, 12 prefeituráveis se apresentaram. No entanto, boa parte deles acredita que este número deve diminuir nos próximos meses, já que alianças e coligações podem ser feitas até julho.

Continua após a publicidade

Adalberto Ferreira (PSC), Ademário Oliveira (PSDB), Carlos de Freitas (PSDC), Dinho Heliodoro (SDD), Donizete Tavares (PSD), Fábio Inácio (PT), Geraldo Guedes (PR), João Ivaniel (PDT), Maurici Aragão (PMN), Pedro de Sá (PTB), Severino Tarcício Dóda (PSB) e Wagner Moura (PMDB). Estes são os nomes indicados pelos partidos para concorrer à Prefeitura da Cidade nas eleições deste ano.

No início, o nome do ex-prefeito Nei Serra também estava cotado, chegando a aparecer em pesquisas feitas pelos pré-candidatos. No entanto, há algumas semanas, Serra anunciou através do pré-candidato do PSC, Adalberto Ferreira, que não entraria na disputa desta vez.

Continua após a publicidade

“Quero, em primeiro lugar, deixar bem claro que nem cogito uma eventual candidatura minha. Já dei a minha contribuição. Mas apoio integralmente a formação de um ‘arco de alianças’, reunindo as principais lideranças e partidos com um único objetivo: promover a união, o entendimento, a soma dos esforços de todos e o trabalho em conjunto para ‘salvar Cubatão’”, explicou o ex-prefeito em postagem publicada por Ferreira nas redes sociais, no último dia 22.

Todos os pré-candidatos entendem da máquina política em posições diferentes. Ademário, Dinho, Donizete, Guedes, Ivaniel, Dóda e Moura estão ou já passaram pela Câmara de Vereadores. Ferreira, Inácio, Freitas, Sá e Aragão estão ou já atuaram em cargos públicos. Desta forma, todos usam da própria experiência para apresentar ­propostas.

Continua após a publicidade

A redação do Diário do Litoral recebeu a visita, até o momento, de cinco prefeituráveis: Ademário, Dinho, Moura, Guedes e Aragão. Cada um apresentou seu ponto de vista, mas todos concordam em uma coisa: o próximo prefeito de Cubatão precisa ter uma relação melhor com o Governo do Estado.

Neste sentido, o candidato do PSDB (do governador Geraldo Alckmin), Ademário, sai na vantagem. Contudo, este é o discurso de todos os entrevistados. “Não pode ter prefeito de partido, tem que ter prefeito de pessoas. É dessa forma que tem que se governar. Tenho uma boa relação com o Estado e com o Governo Federal”, apresentou Geraldo Guedes (PR).

Continua após a publicidade

Outra concordância entre os candidatos é de que a Cidade precisa de renovação. “Hoje os eleitores estão cansados dos políticos tradicionais”, resume o candidato peessedebista, afirmando que a Cidade foi “sangrada durante décadas por más gestões”.

Já para o médico da rede municipal, Maurici Aragão, uma das áreas que mais necessita de atenção é a Saúde. “A Saúde está um caos. E quem diz é a população. A cidade tem orçamento, mas falta gestão. Hoje, o Executivo trabalha longe da população”, explica o pré-candidato pelo PMN.

Continua após a publicidade

O pré-candidato pelo Solidariedade, vereador Dinho Heliodoro, também acredita que a Saúde precisa de atenção, mas enxerga que a gestão correta de contratos é uma das principais ações que precisam ser tomadas no Executivo. “Precisamos de um prefeito honesto e com pulso firme para mexer, principalmente, na gestão dos contratos”, afirma o prefeiturável, que já atuou como secretário de Finanças no início do mandato da atual prefeita, Marcia Rosa (PT).

Wagner Moura (PMDB), que também já foi secretário na atual Administração – Habitação e Obras – e já substituiu a prefeita por 35 dias em 2014, acredita que ser oposição ao Governo é fácil. “É muito fácil ser oposição na Câmara quando não se sabe como funcionam as burocracias no Executivo. A própria Marcia passou por isso. Minha experiência na Administração me dá vantagem neste sentido”, acredita.
Os demais pré-candidatos foram contatados pela Reportagem do Diário para dar entrevista, mas até o momento não marcaram uma data ou não deram respostas sobre as eleições deste ano.