10 milhões com dívidas de até R$ 100 tiveram nome limpo com Desenrola, diz Fazenda

Está em vigor a etapa voltada para a faixa 2 -pessoas com renda mensal entre R$ 2.640 (dois salários mínimos) e R$ 20 mil por mês e sem limite do valor da dívida

10 milhões com dívidas de até R$ 100 tiveram nome limpo com Desenrola, diz Fazenda

10 milhões com dívidas de até R$ 100 tiveram nome limpo com Desenrola, diz Fazenda | Agência Brasil / Arquivo

O Ministério da Fazenda divulgou neste domingo (10) que 10 milhões com dívidas de até R$ 100 tiveram o “nome limpo” por instituições financeiras com o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo Lula (PT).

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Está em vigor a etapa voltada para a faixa 2 -pessoas com renda mensal entre R$ 2.640 (dois salários mínimos) e R$ 20 mil por mês e sem limite do valor da dívida.

Nessa fase, lançada em meados de julho, as negociações sobre condições especiais de pagamentos dos débitos bancários são feitas diretamente entre os clientes e as instituições.

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Segundo os dados mais recentes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), foram negociados R$ 11,7 bilhões em dívidas em sete semanas dentro da faixa 2 do programa. O número de contratos negociados chega a 1,6 milhão, beneficiando 1,25 milhão de clientes bancários.

Para chegar aos 10 milhões com dívidas de R$ 100 que tiveram seus nomes retirados dos cadastros de inadimplentes, uma contrapartida para participação no Desenrola, a Fazenda considera também os dados de instituições que não estão associadas à Febraban. Apenas entre os participantes da entidade, são mais de 6 milhões.

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Caso o devedor tenha outros débitos pendentes, seu nome continua “sujo” nos sistemas de proteção ao crédito.

O Desenrola se prepara agora para a abertura da fase voltada para faixa 1, que deverá ter início no fim de setembro por meio de uma plataforma, para renegociação de dívidas de até R$ 5.000 de quem ganha até dois salários mínimos –R$ 2.640– ou esteja inscrito no CadÚnico (Cadastro Único) do governo federal.

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Para que a próxima fase seja liberada, os credores -bancos, varejistas, companhias de água e saneamento, e distribuidoras de eletricidade, por exemplo- têm até a próxima terça-feira (12) para se cadastrar na plataforma e atualizar os valores devidos pelos clientes.

O prazo de inscrição terminava no último sábado (9), mas a Fazenda prorrogou o período por três dias. Nesta etapa, as instituições precisam entrar no site oficial usando o eCNPJ com certificado digital e assinar digitalmente o termo de adesão por meio do eCPF do representante legal cadastrado na Receita Federal.

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Uma vez concluída a atualização dos valores na base de dados da plataforma, o governo promoverá o leilão de maior desconto, que delimitará as dívidas que terão direito à cobertura de risco pelo FGO (Fundo de Garantia de Operações) -estão reservados R$ 8 bilhões para servir de garantia nas operações de crédito.

Os credores que oferecerem os maiores descontos serão os vencedores do leilão e poderão disponibilizar às pessoas que se enquadram na faixa 1 o pagamento parcelado do valor devido em até 60 meses, com taxa de juros de, no máximo, 1,99% ao mês. Poderão ser renegociadas as dívidas negativadas de 2019 até 31 de dezembro de 2022.

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As regras do programa constam em um PL (projeto de lei) que foi aprovado de forma simbólica (sem contagem nominal) na Câmara dos Deputados na última terça-feira (5) e seguiu para o Senado Federal.

No Congresso, não houve mudanças significativas na formatação do programa de renegociação de dívidas. O texto apenas estabeleceu a criação de um lote específico para contemplar os micro e pequenos empreendedores enquanto credores no leilão de descontos.