A situação na Ilha da Vitória é crítica devido ao esgotamento dos poços locais / Divulgação/PMI
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A Ilha da Vitória, uma das comunidades tradicionais mais remotas de Ilhabela, deu um passo importante para solucionar um problema histórico de falta de água. Na última quarta-feira (21), chegaram à localidade cerca de 1.700 metros de tubulações enviados pela Sabesp.
O material será utilizado na rede de distribuição do projeto de dessalinização da água do mar, uma solução tecnológica pioneira na região para enfrentar a escassez hídrica que assola a ilha desde 2019.
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A situação na Ilha da Vitória é crítica devido ao esgotamento dos poços locais, o que obriga os moradores a dependerem de um "cordão umbilical" logístico mantido pela Prefeitura.
Atualmente, o município envia semanalmente cerca de 10 mil litros de água potável por meio de embarcações, um esforço que envolve as secretarias de Meio Ambiente, Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Social.
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Contudo, essa operação é vulnerável às condições climáticas, e o mau tempo frequentemente atrasa as remessas, deixando a comunidade desassistida.
A implantação do sistema de dessalinização ocorre após sucessivas cobranças da gestão municipal. Com a privatização e o contrato de concessão vigente, a Sabesp detém a responsabilidade legal pelo fornecimento de água nas comunidades tradicionais.
O prefeito Toninho Colucci ressaltou que, embora a Prefeitura garanta o suporte emergencial para que os moradores não fiquem sem o recurso fundamental, a solução definitiva deve vir da concessionária.
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"Essa é uma responsabilidade da Sabesp, mas nós não deixamos nossos moradores desassistidos. O projeto de dessalinização é vital porque elimina a dependência de barcos, que podem atrasar por causa do tempo. Vamos continuar fiscalizando até que a situação esteja 100% normalizada", afirmou o prefeito.
A tecnologia de dessalinização transformará a água do mar em água potável seguindo padrões internacionais de qualidade, garantindo o suprimento constante independentemente das chuvas ou do nível dos lençóis freáticos.
Enquanto a usina não entra em operação, a Prefeitura de Ilhabela confirmou que manterá o cronograma de envio de galões e tonéis para assegurar a qualidade de vida das famílias na área mais isolada do arquipélago.
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