Inpe estuda cratera de 30 mil anos aberta por meteoro no litoral; conheça

A área atingida fica em uma região completamente isolada, e de difícil acesso, na Serra do Mar.

Cratera, muito provavelmente aberta por um meteoro no Litoral de SP, é investigada pelo Inpe

Cratera, muito provavelmente aberta por um meteoro no Litoral de SP, é investigada pelo Inpe | UBADRONE Imagens Aéreas/Reprodução

O Litoral de São Paulo tem uma cratera, que muito provavelmente aberta por um meteoro, em estudo pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) há cerca de dez anos. A área está em uma região completamente isolada, e de difícil acesso, na Serra do Mar, na cidade de Ubatuba.

A cratera tem formato quadrado e mais de 1,3 km de extensão em cada lado, além 300 metros de profundidade. O local foi batizado como “A cratera do meteoro de Ubatuba”.

De acordo com o geólogo e pesquisador do Inpe, Paulo Roberto Martini, o impacto ocorreu depois que a morfologia da Serra do Mar foi estabelecida, há cerca de 5,3 milhões de anos.

Idade da cratera

“A cratera tem 300 metros de profundidade, considerando-se uma boa aproximação de deposição de 1 metro de sedimentos a cada 100 anos, chegaríamos à idade 30 mil ou 40 mil anos atrás”, afirmou.

Vale lembrar que no Arizona, nos Estados Unidos, existe uma cratera similar, com 50 mil anos de idade.

O local possui sedimentos originados das montanhas ao redor, mas também podem existir sedimentos marinhos.

“Se for este o caso, o impacto aconteceu depois do último grande levantamento do nível do mar que ocorreu há 7 mil anos. São hipóteses que estão sendo estudadas”, completou Martini.

Visitação proibida

É importante dizer também que o local, além de extremamente isolado e perigoso, é de proibido acesso, sendo a exploração permitida apenas para cientistas e pesquisadores mediante autorização do governo.

São Paulo também tem

No extremo sul de São Paulo, na região de Parelheiros, encontra-se um fenômeno geológico impressionante: uma cratera gigantesca formada pelo impacto de um meteorito. O local, que abriga atualmente o bairro de Vargem Grande, foi identificado na década de 1960 por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).