Litoral Norte

A maior tragédia climática do litoral de SP ainda impressiona quase 60 anos depois

Em dois dias choveu o equivalente a seis meses e milhares morreram em desastre que mudou a prevenção no estado paulista

Giovanna Camiotto

Publicado em 18/02/2026 às 18:59

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Em março de 1967, Caraguatatuba foi devastada por uma das maiores tragédias naturais da história do Brasil / Reprodução

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Em março de 1967, a cidade de Caraguatatuba, localizada no Litoral Norte paulista, foi devastada por uma das maiores tragédias naturais da história do Brasil. Em apenas dois dias, o volume de chuva chegou a 580 milímetros, o equivalente a cerca de seis meses de precipitação, provocando deslizamentos de encostas, alagamentos e a destruição de grande parte da cidade.

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A chamada “tromba d’água” atingiu o município nos dias 17 e 18 de março, deixando milhares de mortos e cerca de 3 mil pessoas desabrigadas, o que representava aproximadamente 20% da população local na época. A cidade ficou isolada, sem acesso às regiões vizinhas, além de permanecer dias sem energia elétrica e abastecimento de água.

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A dimensão do desastre foi considerada inédita no país até então. O especialista em mecânica dos solos Artur Casagrande classificou o episódio como a maior tragédia natural registrada no Brasil naquele período.

Em março de 1967, chuvas históricas devastaram Caraguatatuba e marcaram uma das maiores tragédias naturais do Brasil/Reprodução
Em março de 1967, chuvas históricas devastaram Caraguatatuba e marcaram uma das maiores tragédias naturais do Brasil/Reprodução
Em apenas dois dias, o volume de chuva superou o esperado para seis meses e provocou deslizamentos fatais/Reprodução
Em apenas dois dias, o volume de chuva superou o esperado para seis meses e provocou deslizamentos fatais/Reprodução
Encostas deslizaram sobre casas e deixaram milhares de vítimas, isolando a cidade por vários dias/Reprodução
Encostas deslizaram sobre casas e deixaram milhares de vítimas, isolando a cidade por vários dias/Reprodução
A catástrofe expôs a vulnerabilidade da região e mudou a forma de enfrentar desastres no estado/Reprodução
A catástrofe expôs a vulnerabilidade da região e mudou a forma de enfrentar desastres no estado/Reprodução
Quase seis décadas depois, a tragédia de 1967 segue como alerta sobre os riscos das chuvas intensas/Reprodução
Quase seis décadas depois, a tragédia de 1967 segue como alerta sobre os riscos das chuvas intensas/Reprodução

O rastro de destruição evidenciou a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e resposta a desastres. Anos depois, em 1976, foi criada a Defesa Civil do Estado de São Paulo, também impulsionada por outras ocorrências graves, como os incêndios nos edifícios Edifício Andraus, em 1972, e Edifício Joelma, em 1974.

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Quase seis décadas depois, a tragédia de 1967 segue como marco histórico e alerta permanente sobre os impactos extremos das chuvas e a importância da prevenção.

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