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Governo inicia vacinação nacional contra dengue e anuncia R$ 1,4 bilhão para o Butantan

Profissionais da linha de frente do SUS são os primeiros a receber a dose única nacional; investimento do Novo PAC prevê quatro novas fábricas

Nathalia Alves

Publicado em 09/02/2026 às 12:21

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Com foco em tecnologia de RNAm e autonomia do SUS, investimento no Instituto Butantan visa acabar com a dependência de insumos importados / Governo de São Paulo/Divulgação

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Nesta segunda-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Instituto Butantan, em São Paulo (SP), para anunciar um robusto pacote de ações voltado à ampliação da infraestrutura e da soberania brasileira na produção de imunizantes.

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Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente assina ordens de serviço para a construção de duas novas fábricas e a modernização de outras duas unidades. O investimento total é de R$ 1,4 bilhão, proveniente do Novo PAC Saúde.

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Vacinação nacional contra a dengue

O evento marca o início oficial da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária em todos os estados do país. A estratégia utiliza a Butantan-DV, vacina 100% nacional e a primeira do mundo a proteger contra os quatro sorotipos da doença em dose única.

Nesta fase inicial, o objetivo é proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do SUS, sendo mais de 216 mil apenas no estado de São Paulo. O Ministério da Saúde já adquiriu 3,9 milhões de doses (investimento de R$ 368 milhões), e as primeiras 650 mil unidades já foram enviadas aos estados.

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A expansão para o público de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre de 2026, conforme a ampliação da capacidade produtiva.

Vanguarda tecnológica e RNA mensageiro

Um dos grandes destaques do aporte é o investimento de R$ 76,1 milhões em uma nova plataforma para produção de vacinas de RNA mensageiro (RNAm). Essa tecnologia coloca o Brasil na vanguarda da biotecnologia global, permitindo uma resposta muito mais ágil a futuras crises sanitárias e pandemias, com menor custo operacional e maior rapidez na adaptação de imunizantes.

Novas plantas e autonomia do SUS

As obras visam eliminar a dependência externa de insumos críticos. As novas unidades permitirão ao Brasil fabricar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) de vacinas essenciais:

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  • DTPa (Difteria, Tétano e Coqueluche): Com aporte de R$ 550,7 milhões, a nova unidade produzirá 6 milhões de doses anuais.
  • HPV: Com investimento de R$ 495,9 milhões, a fábrica terá capacidade para 20 milhões de doses por ano.
  • Soros: A unidade de soros e área multipropósito (R$ 232,5 milhões) saltará para uma capacidade final de 5,5 milhões de frascos ao ano.

Parceria Estratégica e Complexo Industrial da Saúde

A expansão produtiva será impulsionada por uma parceria estratégica entre Brasil e China (WuXi Vaccines), que promete aumentar a capacidade de produção em 30 vezes.

Essas ações fazem parte do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que conta com um investimento total de R$ 15 bilhões do Governo Federal para o desenvolvimento do setor.

Atualmente, o Butantan lidera 14 projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), garantindo que o Brasil domine o ciclo completo da tecnologia, da pesquisa à aprovação regulatória, assegurando a sustentabilidade econômica do SUS e a segurança sanitária da população brasileira.

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