Com outorga mínima de R$ 500 milhões, o projeto do Tecon Santos 10 avança para fase final e deve ir a leilão em março para ampliar o comércio exterior brasileiro. / Divulgação
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou na quarta-feira (14) que o governo brasileiro pretende fazer 40 novos leilões na área de infraestrutura este ano. Segundo o ministério, a lista cita uma hidrovia, 21 aeroportos, além de 18 portos, incluindo o Tecon 10, localizado em Santos.
Ao que tudo indica, o primeiro bloco será leiloado já em fevereiro com quatro empreendimentos portuários localizados em Macapá, Natal, Porto Alegre e no Recife. A expectativa é que o bloco receba cerca de R$ 230 milhões em investimentos.
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Já em março deve ocorrer o leilão do Tecon Santos 10, um projeto que tem uma previsão de investimentos na faixa de R$ 6,4 bilhões. A iniciativa visa ampliar em 50% a capacidade de movimentação de cargas do Porto de Santos.
Em entrevista coletiva, o ministro explicou que a expectativa é lançar este edital entre o final de fevereiro e o início de março, para que, já em abril, seja feito o leilão.
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“Estamos trabalhando para, na próxima semana, apresentarmos um detalhamento do cronograma do Tecon Santos 10”, disse o ministro, referindo-se ao novo terminal de carga que terá área de 621 mil metros quadrados. “Será o maior leilão da história do Brasil”, complementou.
Além dos leilões nacionais acima, outro empreendimento que aparece na lista é o da Hidrovia do Paraguai, que ajudará no escoamento de produtos na América do Sul. Segundo o ministro, essa concessão deverá ser feita no segundo semestre de 2026.
"Será a primeira concessão hidroviária do Brasil. A gente espera que sejam feitos investimentos de mais de R$ 60 milhões [nesta hidrovia]. A partir daí, vamos avançar fortemente nessa agenda de concessões hidroviárias brasileiras", disse Filho.
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Por fim, Silvio Costa Filho destacou que o leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março, e de outros 20 aeroportos regionais fazem parte das prioridades para 2026.
“Estamos reduzindo investimentos em aeroportos regionais para jogá-los à iniciativa privada, a exemplo dos 13 leilões que nós fizemos no ano passado, de forma a retirar, de prefeitos e governadores, a responsabilidade de cuidar do aeroporto. Até porque, acho, isso cabe a iniciativa privada”, argumentou o ministro.