Entre as atrações mais famosas, destaca-se o orelhão gigante, instalado nos anos 1970 / Divulgação/Prefeitura de Itu
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A partir deste mês de janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai promover a remoção de cerca de 30 mil carcaças de orelhões de ruas e avenidas em todo o território nacional. A iniciativa marca o encerramento definitivo de um serviço que moldou a comunicação no Brasil por mais de cinco décadas.
Os orelhões, figuras centrais do cotidiano brasileiro entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, estão sendo removidos de forma massiva das grandes cidades. A mudança ocorre devido ao fim das concessões de telefonia fixa, no qual as cinco operadoras responsáveis pelos terminais não possuem mais a obrigação legal de manter os aparelhos e as estruturas de telefones públicos em funcionamento.
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Como contrapartida à desativação, as empresas do setor deverão redirecionar recursos para a expansão de infraestrutura de redes de banda larga e tecnologia móvel. Embora a maioria dos aparelhos vá desaparecer em breve, a legislação permite que alguns permaneçam ativos até 2028, mas apenas em localidades onde não houver nenhuma outra alternativa de serviço de telefonia disponível.
A transição reflete a mudança drástica nos hábitos de consumo, migrando da simplicidade das fichas e cartões para a complexidade e os custos da telefonia celular. No entanto, o desaparecimento desses ícones urbanos ainda impacta a memória coletiva de gerações que dependiam dos terminais de esquina para evitar as filas das antigas centrais telefônicas ou para prestar serviços comunitários de recados nas vizinhanças.
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De acordo com a Anatel, a logística do serviço tornou-se inviável, uma vez que não há mais produção de cartões telefônicos e os postos de venda tornaram-se raríssimos. Para garantir o acesso em casos de necessidade, a agência determina que, na ausência de cartões, os orelhões ainda ativos devem permitir a realização de ligações locais e nacionais para telefones fixos de forma totalmente gratuita.
Atualmente, restam pouco mais de 2 mil orelhões sobrevivendo nas ruas de todo o Brasil. A Anatel disponibiliza em seu site oficial uma lista completa com todos os endereços onde esses aparelhos remanescentes ainda podem ser encontrados, servindo tanto como utilidade pública quanto como ponto de registro histórico para entusiastas.