Na hora de se preparar para uma entrevista de emprego, muitos candidatos ainda possuem dúvidas se as informações no currículo e o comportamento feito durante a entrevista será o correto diante do recrutador. Só que algumas destas decisões acabam se transformando em erros fatais e resultam na sua eliminação durante o processo seletivo.
Em entrevista ao Diário do Litoral, Fernanda Silva dos Santos, especialista de Gente e Gestão da Santos Brasil, explica quais são estes detalhes cruciais e em quais informações os candidatos devem ter atenção durante o período de seleção de empregos.
Currículo
Nesta primeira etapa, diversos candidatos acabam organizando o currículo da forma errada. “O maior erro ainda é tratá-lo como um histórico genérico de atividades, sem conexão com a vaga pretendida”, explica a especialista, que deixa claro o fato do currículo ter apenas entre 1 e 2 páginas e ser objetivo ao apresentar resultados mensuráveis.
“É importante usar palavras-chaves alinhadas à vaga, principalmente por causa de filtros automatizados das plataformas usadas atualmente como InHire, LinkedIn e Vagas, e ter um resumo profissional estratégico, não genérico.”
Segundo Fernanda, algumas informações pessoais excessivas como RG, CPF e até mesmo estado civil, além de objetivos vagos como “em busca de crescimento profissional”, devem ser evitadas por não apresentarem um impacto ou conexão com a vaga pretendida.
“O que jamais deve ser incluído são informações falsas, experiências irrelevantes sem conexão com a vaga, erros de português ou formatação desorganizada, bem como opiniões pessoais ou justificativas de saída de empregos.”
Comportamentos
De acordo com a especialista, o mercado está cada vez mais procurando orientar as competências comportamentais, conhecidas como “soft skills“. “As mais valorizadas hoje são a capacidade de adaptação, especialmente em ambientes de mudança constante; comunicação clara e assertiva; inteligência emocional; protagonismo e comprometimento, além de aprendizado contínuo (learning agility).”
Ela ainda deixou claro que durante as entrevistas de emprego as empresas procuram por profissionais que possuam autonomia e demonstrem pensamentos críticos e consigam trabalhar bem em ambientes híbridos e colaborativos.
Erros fatais
Durante a etapa de entrevista de emprego com o recrutador, Fernanda explica que existem alguns erros que podem vir a se tornarem prejudiciais. Inclusive, por conta de parte dos candidatos não conhecerem sobre a empresa que pretendem trabalhar; comentar informações que não batem com o currículo ou até mesmo falar mal sobre o lugar onde trabalhou.
“Outro ponto crítico é a falta de clareza sobre a própria trajetória. O candidato que não consegue explicar suas escolhas, aprendizados e resultados pode transmitir baixa maturidade profissional.”
Primeira oportunidade
Para quem busca a primeira oportunidade, Fernanda explica que a atitude e o potencial compensam a falta de experiência. Isso vale especialmente para vagas de aprendiz e estágio. Além disso, o candidato deve incluir suas vivências universitárias no currículo.
“Destaque projetos acadêmicos, trabalhos em grupo e atividades extracurriculares. Inclua cursos, certificações e eventos. É essencial evidenciar habilidades como liderança, organização e resolução de problemas”, orienta a especialista.
Ao levar esses dados para a entrevista, o candidato deve apresentar exemplos práticos, mesmo fora do ambiente corporativo. Segundo Fernanda, essa postura demonstra interesse genuíno pela empresa, disciplina e capacidade de aprendizado rápido.






