O que tira sua vaga? Especialista revela erros fatais no currículo e na entrevista

Em entrevista ao Diário do Litoral, Fernanda Silva dos Santos, especialista de Gente e Gestão da Santos Brasil, explica quais são estes detalhes cruciais

A cena retrata um ambiente de escritório moderno, onde uma mulher branca de cabelos loiros e blazer bege está sentada em uma mesa de reunião, olhando atentamente para um homem negro, que é visto apenas de costas e perfil, com um corte de cabelo curto e barba rasteira. Em cima da mesa, entre os dois, há um notebook prateado aberto com a tela ligada, exibindo o que parecem ser planilhas de dados, além de um copo de água com gelo e um vaso com uma planta verde de folhagem densa. Ao fundo, grandes janelas de vidro revelam uma vista da cidade com prédios e algumas árvores. O clima é de conversa e colaboração profissional.

Tenha clareza sobre sua trajetória. Saber explicar suas escolhas e aprendizados demonstra segurança e maturidade ao RH (Pexels)

Na hora de se preparar para uma entrevista de emprego, muitos candidatos ainda possuem dúvidas se as informações no currículo e o comportamento feito durante a entrevista será o correto diante do recrutador. Só que algumas destas decisões acabam se transformando em erros fatais e resultam na sua eliminação durante o processo seletivo.

Continua após a publicidade

Em entrevista ao Diário do Litoral, Fernanda Silva dos Santos, especialista de Gente e Gestão da Santos Brasil, explica quais são estes detalhes cruciais e em quais informações os candidatos devem ter atenção durante o período de seleção de empregos.

Currículo

Nesta primeira etapa, diversos candidatos acabam organizando o currículo da forma errada. “O maior erro ainda é tratá-lo como um histórico genérico de atividades, sem conexão com a vaga pretendida”, explica a especialista, que deixa claro o fato do currículo ter apenas entre 1 e 2 páginas e ser objetivo ao apresentar resultados mensuráveis.

“É importante usar palavras-chaves alinhadas à vaga, principalmente por causa de filtros automatizados das plataformas usadas atualmente como InHire, LinkedIn e Vagas, e ter um resumo profissional estratégico, não genérico.”

Continua após a publicidade

Segundo Fernanda, algumas informações pessoais excessivas como RG, CPF e até mesmo estado civil, além de objetivos vagos como “em busca de crescimento profissional”, devem ser evitadas por não apresentarem um impacto ou conexão com a vaga pretendida.

“O que jamais deve ser incluído são informações falsas, experiências irrelevantes sem conexão com a vaga, erros de português ou formatação desorganizada, bem como opiniões pessoais ou justificativas de saída de empregos.”

Comportamentos

De acordo com a especialista, o mercado está cada vez mais procurando orientar as competências comportamentais, conhecidas como “soft skills“. “As mais valorizadas hoje são a capacidade de adaptação, especialmente em ambientes de mudança constante; comunicação clara e assertiva; inteligência emocional; protagonismo e comprometimento, além de aprendizado contínuo (learning agility).”

Continua após a publicidade

Ela ainda deixou claro que durante as entrevistas de emprego as empresas procuram por profissionais que possuam autonomia e demonstrem pensamentos críticos e consigam trabalhar bem em ambientes híbridos e colaborativos.

Erros fatais

Durante a etapa de entrevista de emprego com o recrutador, Fernanda explica que existem alguns erros que podem vir a se tornarem prejudiciais. Inclusive, por conta de parte dos candidatos não conhecerem sobre a empresa que pretendem trabalhar; comentar informações que não batem com o currículo ou até mesmo falar mal sobre o lugar onde trabalhou.

“Outro ponto crítico é a falta de clareza sobre a própria trajetória. O candidato que não consegue explicar suas escolhas, aprendizados e resultados pode transmitir baixa maturidade profissional.”

Continua após a publicidade

Primeira oportunidade

Para quem busca a primeira oportunidade, Fernanda explica que a atitude e o potencial compensam a falta de experiência. Isso vale especialmente para vagas de aprendiz e estágio. Além disso, o candidato deve incluir suas vivências universitárias no currículo.

“Destaque projetos acadêmicos, trabalhos em grupo e atividades extracurriculares. Inclua cursos, certificações e eventos. É essencial evidenciar habilidades como liderança, organização e resolução de problemas”, orienta a especialista.

Ao levar esses dados para a entrevista, o candidato deve apresentar exemplos práticos, mesmo fora do ambiente corporativo. Segundo Fernanda, essa postura demonstra interesse genuíno pela empresa, disciplina e capacidade de aprendizado rápido.