Taxa de desemprego no país sobe para 11,6% no trimestre encerrado em julho

Trata-se do pior resultado da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua)

Enquanto a economia dá sinais de que começa a estabilizar, o mercado de trabalho entrou no segundo semestre em deterioração e sem perspectivas de melhora no curto prazo.

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Conforme dados divulgados do IBGE nesta terça (30), a taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho foi de 11,6%, 0,4 ponto percentual acima do trimestre anterior.

Trata-se do pior resultado da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua), iniciada no primeiro trimestre de 2012.

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Os analistas consultados pela agência internacional Bloomberg previam uma taxa de 11,5% pelo centro (mediana) das projeções, que variavam de 11,4% a 11,6%.

No trimestre encerrado em julho, 11,85 milhões de pessoas procuraram emprego, sem encontrar, um aumento de 3,8% frente ao trimestre imediatamente anterior. São 436 mil pessoas a mais.

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Na comparação com o mesmo período do ano passado, esse crescimento é ainda maior: 37,4%, o que representa 3,22 milhões de pessoas a mais na fila de emprego.

Esse aumento é resultado sobretudo da maior procura por emprego por pessoas que estavam fora do mercado de trabalho. O período também teve, contudo, demissões.

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A população ocupada (com 14 anos ou mais de idade) era de 90,5 milhões no trimestre encerrado em julho, 0,2% abaixo do trimestre anterior e 1,8% de um ano atrás.

Segundo Thais Marzola, economista da Rosenberg Associados, o descompasso entre a atividade econômica e o mercado de trabalho segue um roteiro comum no país.

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“Muita gente deixou de demitir ao longo da crise por causa dos custos envolvidos. Por isso, o processo ainda não terminou. E, agora, antes de recontratar, o empresário vai ter muita ociosidade a preencher”, disse.

A renda real do trabalhador (descontada a inflação) foi de R$ 1.985 no período, 0,6% abaixo dos três meses anteriores. Para o IBGE, essa variação indica estabilidade.

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Frente ao mesmo período do ano passado, porém, a renda registra queda de 3%. Ela era de R$ 2.048 de maio a julho de 2015 (já ajustada pela inflação).