Desemprego no Estado de São Paulo já passa de 10%

Foi a maior taxa desde o início da série de dados da Pnad, em 2012, e a primeira vez que o desemprego no Estado superou os dois dígitos nesse indicador

Sede do maior parque industrial do país, São Paulo vem sentido mais fortemente os efeitos da crise econômica. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Estado cresceu 3 pontos percentuais no quarto trimestre de 2015 frente ao mesmo período do ano anterior, para 10,1%.

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Foi a maior taxa desde o início da série de dados da Pnad, em 2012, e a primeira vez que o desemprego no Estado superou os dois dígitos nesse indicador.

Na média do ano, a taxa de desemprego no Estado ficou em 9,3%, acima da média nacional, de 8,5%.

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“A indústria é muito forte no Estado e a indústria foi o setor que mais dispensou no período”, disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O número de empregados na indústria paulista caiu 10,2% no trimestre, o que equivale ao fechamento de 424 mil postos de trabalho no período. O segundo setor que mais demitiu foi o de informação e atividades financeiras e imobiliárias, com queda de 8,2% no estoque de empregos, o equivalente a 294 mil postos de trabalho.

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A retração no emprego em São Paulo é mau sinal para o país, uma vez que o estado “é um farol” para indicar os rumos da economia, disse Azeredo.

“Quando se vê o Estado de São Paulo apresentando redução na população ocupada e redução na indústria, é praticamente um aviso do que está vindo pela frente. Efeitos que acontecem em São Paulo anunciam uma situação que está por vir.”

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No quarto trimestre, cinco Estados tiveram taxa de desemprego superior a 10% -além de São Paulo, Amapá, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. O Amapá teve a maior taxa de desemprego do país: de 12,5%.

As menores taxas foram registradas na região Sul. Em Santa Catarina, por exemplo, o indicador ficou em 4,2%.

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A taxa de desemprego aumentou em 23 estados -tendo caído apenas em Alagoas, no Acre, no Piauí e no Distrito Federal. A maior alta se deu em Minas Gerais, onde a taxa terminou o ano em 9,3%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, houve alta significativa apenas em Minas Gerais.

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Normalmente, o último trimestre apresenta melhora no emprego, seja pela oferta de vagas temporárias, seja pela menor procurar por emprego no fim do ano.

“De certa forma, a gente tem no país um aumento da desocupação e uma redução da qualidade do emprego”, comentou Azeredo.