CEV cobra solução para a crise no emprego em Cubatão

Secretário municipal de Emprego, Carlos Alberto Benicasa, é questionado

A crise pela falta de empregos prossegue em Cubatão. A situação se agravou, em maio, após a suspensão da operação do alto-forno nº1 da Usiminas. O secretário municipal de Emprego e Desenvolvimento Sustentável, Carlos Alberto Benicasa, foi questionado sobre a solução para o problema enfrentado na Cidade.

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“Gostaria de ter essa bola de cristal que eu resolveria, hoje, esse problema. Para a mão de obra do Município a solução é sair dessa crise que está. No momento que você tem uma crise, quem investe retrocede”, comentou.

Benicasa participou, ontem (25), da 1ª sessão da Comissão Especial de Vereadores (CEV) formada para tratar do problema do desemprego em Cubatão. Presidida pelo vereador Severino Tarcísio da Silva, o Doda (PSB), ela contou com a presença dos também vereadores Ivan Hidelbrando (PDT), Aguinaldo Araújo (PDT), César Nascimento (PDT) e Ricardo Queixão (PMDB), além de membros do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), OAB, Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Cubatão, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sintracomos) e Senai.

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O secretário destacou que, a partir do segundo semestre, a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) deve contratar, de maneira escalonada, 3,5 mil empregados temporários. Ele espera que, após o investimento da RPBC nós próximos seis meses, outras indústrias voltem a contratar na Cidade.
“Esperamos que, a partir do ano que vem, essas empresas  retornem o funcionamento normalmente e a economia do Brasil dê um salto”.

Segundo um levantamento do PAT, Cubatão possui mil desempregados. De acordo com Benicasa, o Governo tem conversado constantemente com as indústrias para captar mais vagas para o Município. Além disso, hoje (26), o secretário deve se reunir com os sindicatos da Baixada Santista para ouvir as principais necessidades, afim de “construir uma agenda positiva”.

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Carlos Alberto não escondeu a preocupação pela suspensão do funcionamento do alto-forno da Usiminas. “A Usiminas é uma geradora de empregos terceirizados. A partir do momento em que ela abafou o forno, não teve mais pedido de mão de obra. Desde junho, as mãos de obra solicitadas pela Usiminas não existiram mais”.

Frente de emprego

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Cubatão também estuda a implantação do programa “Frente de Trabalho”, que proporciona qualificação profissional e renda para cidadãos que estão desempregados e em situação de vulnerabilidade social. “Pedi uma reunião com a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho para ver Frente de Trabalho, onde uma parte é paga pelo Governo do Estado e outra pelo Município. Vamos fazer essa reunião para ver o que se pode trazer para se fazer aqui”, disse Benicasa.

Enquanto isso, o secretário busca uma maior integração entre o PAT e as indústrias da Cidade. Atualmente, apenas a Usiminas tem esse compromisso e divulga vagas, exclusivamente, no posto.

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“Nós temos visitado todas as indústrias, fazendo reuniões, conversando com terceirizados e mostrando os benefícios que tem em usar o PAT para ter essa mão de obra. Eles não gastam nada com esse recrutamento. Nós repassamos a mão de obra que é oferecida pelas indústrias para os munícipes desempregados da Região”, explicou o secretário.

Além disso, a secretaria trabalha com a reestruturação do PAT para melhor atendimento aos munícipes. “Estamos fazendo um trabalho junto à Vale Fertilizantes para fazer um fluxo de trabalho. Saber como entram as solicitações das indústrias, como o PAT trabalha aquelas vagas e passa aos munícipes. Estão fazendo um estudo, verificando qual o melhor layout. Essa é a reestruturação que estamos fazendo em nosso sistema para atender melhor quem vai até lá procurar emprego”.

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Doda destaca importância do polo

Após a sessão, Doda explicou que a criação da CEV se deu após o fechamento do alto-forno da Usiminas e a informação que muitos funcionários foram demitidos após o ocorrido. Ele destacou a importância do polo industrial.

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“Esse fechamento do alto-forno da Usiminas nos preocupou demais porque somos o maior polo industrial da América Latina. Estamos numa cidade onde já tinha a informação de mil desempregados. Daí a Câmara, procurada pelos desempregados daqui, formou a comissão especial formada pelos 11 vereadores para trazermos representantes da Usiminas, Petrobras, sindicatos, entidades de classe para termos mais informações sobre a situação do emprego”.