Professores de Guarujá dizem não ao abono

Em manifestação em frente à Prefeitura, cerca de 300 professores rejeitaram o abono oferecido pela Administração. Decisão pode ser ratificada na próxima segunda-feira (21)

Após cruzarem os braços e receberem oficialmente da Prefeitura de Guarujá a proposta de abono de R$ 200,00 sem incorporação aos salários, cerca de 300 professores, com apoio de dirigentes sindicais, realizaram uma manifestação pública em frente ao Paço Municipal contra a oferta da Administração.

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A iniciativa, capitaneada pelo Sindicato dos Professores de Escolas Públicas Municipais de Guarujá e Região (Siproem), pode ser uma prévia do que irá ocorrer na próxima segunda-feira (21), às 8 horas, quando será realizada, no mesmo lugar, uma assembleia da categoria, com previsão de participação de um número bem maior de educadores.

Guarujá tem 1.800 professores na rede municipal. Eles querem 8% de reajuste. O Siproem avalia que, até a próxima semana, a adesão ao movimento será ainda maior do que ocorreu na última terça-feira (15), quando 800 professores fecharam a Avenida Dom Pedro, na Enseada.

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O Diário do Litoral vem acompanhando a empreitada dos professores que, segundo já adiantaram em reportagem anterior, o abono não incide sobre direitos trabalhistas – férias, 13º salário e outros – e ainda pode ser suspenso a qualquer momento, caso a municipalidade tenha que conter despesas por motivos alheios à Educação.

Um esquema especial foi montado pelo Siproem para garantir que os educadores registrem o ponto, ratificando salários e todos os direitos mesmo estando parados. O Sindicato não descarta ingressar com uma ação judicial caso a categoria rejeite a proposta da Prefeitura.

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Vale lembrar que, sob um clima tenso, no início da semana, dezenas de professores da rede municipal lotaram as galerias da Câmara e impediram que os vereadores colocassem em votação o projeto de lei que prevê a correção das tabelas de remuneração do funcionalismo, que para os professores representa 0,5% para o PB I; 1,0% PB II e 2,5% PB III.

O mesmo pode acontecer semana que vem, já que o presidente da Câmara, vereador Marcelo Squassoni (PRB), convocará duas sessões extraordinárias – uma para segunda-feira e outra para terça-feira – para que os vereadores votem o projeto de lei do Executivo, aprovado em assembleia no início do mês passado, comandada pelo Sindserv, corrigindo as tabelas de remuneração do funcionalismo e reajustando grande parte dos salários em apenas 0,5%.