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Educação

Com dez dias de ocupação, grupo protesta contra fechamento de creche na USP

Acompanhados das crianças e de um carro de som, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do campus até a sede da reitoria

Agência Brasil

Publicado em 27/01/2017 às 20:00

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Estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fizeram hoje (27) um ato contra o fechamento da Creche Oeste / Divulgação

Estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fizeram hoje (27) um ato contra o fechamento da Creche Oeste, mantida pela instituição dentro da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista. Parte do grupo ocupa desde o dia 17 o prédio onde funciona a creche.

Acompanhados das crianças e de um carro de som, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do campus até a sede da reitoria, onde solicitaram, sem sucesso, uma audiência com a direção da universidade.

Segundo os manifestantes, a reitoria está descumprindo uma resolução do Conselho Universitário de novembro de 2016, que determinou o preenchimento das vagas ociosas das creches no limite de suas capacidades. Apesar da decisão do órgão colegiado, os pais foram informados no dia 16 de que o espaço seria fechado e as crianças seriam transferidas para a Creche Central.

Para a doutoranda em arquitetura Isabela Guerreiro, o fechamento da creche faz parte de um processo de eliminação das ações consideradas como atividade meio pela USP. “Existe um processo de desmonte do sistema de creches”, enfatizou. Ela afirma que a Creche Oeste funcionava abaixo da capacidade para o número de funcionários e da estrutura física do local.

Estavam matriculadas na creche, segundo Isabela, 47 crianças. No entanto, ela diz que com o atual número de trabalhadores seria possível manter mais de 70 crianças e ampliando o quadro, o prédio conseguiria abrigar 110 matriculados. Mesmo a Creche Central funcionará, segundo ela, subutilizando o potencial após a transferência das crianças da Oeste.

O posicionamento da universidade vai, na opinião de Isabela, contra às necessidades dos alunos e funcionários. “Existe muita demanda da comunidade USP por creches. Tem chegado relatos de pessoas que desistiram dos seus cursos, que não passaram em exames”, conta como essas estruturas também são parte da política de permanência estudantil.

A estudante do doutorado explica que, apesar de receber uma bolsa de pesquisa, enfrentaria dificuldades se não tivesse o apoio da creche. “É uma bolsa muito pequena para pagar aluguel e a creche. Eu tenho dois filhos”, conta Isabela que é mãe de Rosa, de 7 anos, e de Francisco, de 4 anos.

A USP não se posicionou sobre o protesto e a ocupação do prédio.

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