Com críticas, plano de Educação em Santos passa em primeira votação

Vereadores questionaram alguns pontos do projeto encaminhado pela Prefeitura de Santos à Câmara. Segunda e última votação do Plano Municipal de Educação será na sessão de segunda-feira

A merenda fornecida aos alunos da Escola Municipal Florestan Fernandes, no Embaré, tem de ser a mesma para os alunos de outra unidade, situada em uma área mais carente na Cidade? Pelo Plano Municipal de Educação, aprovado ontem em primeira discussão na Câmara de Santos, sim.

Continua após a publicidade

Quem apresentou esse questionamento em plenário foi o vereador Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB). Ele votou favoravelmente ao projeto encaminhado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), mas entende que essa determinação de fornecer igualmente a merenda a todos os alunos da rede pública municipal pode ser alterada.

Na avaliação de Cacá Teixeira, que é da base aliada do prefeito, a merenda tem de ser diferenciada. “Em áreas carentes do Município, há alunos que frequentam a escola não somente pelas aulas, mas também pela merenda. Entendo que, nesses casos, ela tem de ser reforçada”.

Continua após a publicidade

Vários vereadores voltaram a reclamar do pouco tempo para a análise do Plano Municipal de Educação. A Secretaria Municipal de Educação teria demorado para enviar a matéria ao Legislativo, aguardando a definição do Plano Estadual de Educação. E o Plano Municipal tem de ser aprovado ainda no primeiro semestre deste ano — por isso volta à pauta, para segunda e última votação, na sessão da próxima segunda-feira.

Vereador da oposição, Adilson Júnior reclamou da espera do Município pela definição estadual.

Continua após a publicidade

Desconhecimento

Murilo Barletta (PR), da base aliada do prefeito, deixou claro que votaria favorável à matéria “com restrições”. “Vamos dar esse voto de crédito, mas o plano pode ser alterado a qualquer momento”.

Continua após a publicidade

Barletta ainda apontou que faltou uma divulgação maior do plano municipal. “Teve o caso de diretores e professores da rede que desconheciam esse documento”.