Responsável pela adoção do programa de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB), a primeira federal do País a adotar este tipo de política, o antropólogo José Jorge de Carvalho afirmou ao Estado que vai propor ao Ministério da Educação (MEC) um projeto de cotas para professores negros.
“Nós temos de chegar a uma igualdade racial na docência. Só temos aula com professores brancos. A maioria dos doutores negros é professor das universidades particulares, é um paradoxo Eles não conseguem acesso às públicas”, disse.
De acordo com ele, mesmo com a política de cotas, o número de professores negros nas universidades federais continua sendo de cerca de 1% do corpo docente. O modelo sugerido pelo antropólogo prevê que haja preferência para acadêmicos negros, com número de vagas reservado. A ideia é que a prática seja difundida em todas as universidades federais, assim como a lei de cotas para estudantes na graduação.
