Anvisa determinou a suspensão da distribuição e uso de lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1 / Towfiqu barbhuiya/Pexels
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (19) a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1 (800g), produzida pela Danone, após a detecção de toxina em análises.
A medida atinge três lotes do produto, indicado para recém-nascidos de até seis meses. Segundo a agência, devem ser recolhidos os lotes 2026.09.07 (fabricado em 8 de março de 2025), 2026.10.03 (3 de abril de 2025) e 2026.09.09 (10 de março de 2025), todos na embalagem de 800 gramas.
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A decisão inclui a retirada imediata dos itens do mercado e a orientação para que consumidores não utilizem os produtos pertencentes aos lotes afetados.
A recomendação é que responsáveis verifiquem o número do lote na embalagem/DivulgaçãoDe acordo com a Anvisa, a suspensão foi adotada como medida preventiva após a identificação da substância em testes laboratoriais. O órgão não detalhou, até o momento, o tipo de toxina detectada.
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Casos desse tipo costumam levar ao recolhimento dos produtos para evitar riscos à saúde, especialmente por se tratar de alimento destinado a bebês, um grupo considerado mais vulnerável.
A recomendação é que responsáveis verifiquem o número do lote na embalagem e, em caso de correspondência, interrompam o uso e busquem orientação junto aos canais de atendimento da fabricante.
Há poucos meses, a Danone informou que estava suspenso a comercialização de fórmulas infantis em países como Áustria, Alemanha e França, após a detecção da toxina cereulida em ingredientes fornecidos por uma empresa chinesa. A substância, que pode causar náuseas e vômitos, afetou também outros fabricantes globais, como Nestlé e Lactalis.
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Apesar do cenário crítico no exterior, a Danone Brasil esclareceu prontamente que os produtos comercializados em território nacional não apresentam qualquer risco.
A empresa destacou que os lotes afetados são limitados a mercados internacionais específicos e que a cadeia de produção brasileira opera sob normas que asseguram a conformidade total com as regulamentações locais. No Brasil, não houve registro de contaminação ou necessidade de recall, permanecendo as fórmulas seguras para o consumo.