Conheça o ‘imposto do pecado’ que pode deixar a cerveja mais cara no Brasil

A reforma tributária pode aumentar o preço de bebidas alcoólicas, do cigarro e de outros produtos considerados prejudiciais à saúde

Refrigerantes, cerveja, bebidas alcoólicas e cigarros devem ter um acréscimo de 32,9%, 46,3%, 61,6% e 250%, respectivamente

Refrigerantes, cerveja, bebidas alcoólicas e cigarros devem ter um acréscimo de 32,9%, 46,3%, 61,6% e 250%, respectivamente | Unsplash

Aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2023, a reforma tributária pode aumentar o preço de bebidas alcoólicas, do cigarro e de outros produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

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Neste cenário, uma ferramenta do Banco Mundial trouxe estimativas sobre a incidência das alíquotas do Imposto Seletivo, que deve ser implementado no Brasil para estes tipos de produtos.

Refrigerantes, cerveja, bebidas alcoólicas e cigarros devem ter um acréscimo de 32,9%, 46,3%, 61,6% e 250%, respectivamente. Os números foram baseados nos dados fornecidos pelo Ministério da Fazenda.

A Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária afirmou, em nota, que repassou as alíquotas consideradas pela equipe de quantificação aos economistas do banco.

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Esses percentuais não refletem cobranças extras, pois essas só serão definidas por meio da aprovação da lei da nova reforma tributária.


Entenda a reforma 

A proposta foi criada pelo Secretário extraordinário da reforma tributária Bernard Appy e apresentada pelo relator Aguinlado Ribeiro tem como objetivo simplificar o sistema tributário.

A mudança promete acabar com a cumulatividade de impostos. O plano é unificar os cinco impostos (Pis, Cofins, IPI, ICMS e ISS) em um único modelo chamado de Valor Agregado (IVA) dual.

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Dessa forma, os impostos federais serão agregados no Contribuição sobre Bens e Serviços. Já os impostos municipais e estaduais serão unificados no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Apesar do governo ainda não ter definido uma alíquota para o IVA, o Appy já afirmou que seria necessário um imposto de 25% para manter a atual carga tributária.

Também estão previstas isenções e uma alíquota reduzida para bens e serviços como medicamentos, serviços de educação e saúde, transporte público e produtos agropecuários.