O mercado financeiro foi surpreendido esta semana com a informação de que a Coca-Cola iniciou uma nova estratégia global que muda o produto que chega aos mercados.
A novidade é que a multinacional anunciou na última terça-feira (28) o fim gradual das embalagens tradicionais para versões menores e mais baratas.
Entretanto, a mudança começa na América do Norte, mas já foi confirmado pela companhia que outros países, incluindo o Brasil, também vão passar pela mudança.
O objetivo da mudança
A princípio, a reformulação no portfólio de produtos é uma tendência global diante da inflação que atinge a maior parte das pessoas e a redução do poder de compra do consumidor.
De acordo com as informações divulgadas pelo Jornal Extra, o objetivo é adaptar o tamanho das embalagens e oferecer porções menores. Desta forma, eles “encolhem” o produto para vender por um preço mais acessível, facilitando o consumo em um cenário de instabilidade financeira.
O novo rosto da Coca-Cola
A mudança é liderada pelo Presidente de Desenvolvimento Internacional Henrique Braun, que assumiu o comando da empresa recentemente. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo destacou que a estratégia busca equilibrar volume e acessibilidade.
A iniciativa já vem sendo aplicada em mercados como os Estados Unidos e deve se expandir para outros países, incluindo o Brasil.
Henrique Braun, natural da Califórnia e criado no Brasil, assumiu no dia 31 de março deste ano o comando internacional da empresa. O empresário é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), possui mestrado em ciências pela Michigan State University e MBA pela Georgia State University.
Na companhia, ele já ocupou funções em diversos países como os Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.
A pressão do uso de plástico
A novidade pegou todo mundo de surpresa, pois a empresa apresentou resultados positivos nos últimos semestres. A Coca-Cola registrou receita de US$ 12,47 bilhões no primeiro trimestre, superando expectativas do mercado, e elevou sua projeção de crescimento anual.
Contudo, com essa nova medida, a empresa espera que o lucro por ação cresça entre 8% e 9% em 2026. Com base no que foi divulgado, a empresa aposta em produtos de maior valor agregado e em ajustes estratégicos no portfólio.
Nos últimos anos, a indústria também tem enfrentado pressões relacionadas à sustentabilidade e ao uso de plástico. Por conta disso, a pressão tem levado companhias a revisar metas e estratégias de produção e distribuição.
Além disso, a Coca-Cola é considerada a maior poluidora de plástico do mundo, com projeções estimando que seus resíduos plásticos podem atingir 600 mil toneladas anuais nos oceanos até 2030.






