O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com um aquecimento notável. Segundo o Índice FipeZAP, os preços de venda subiram, em média, 6,52% ao longo do ano, o segundo maior salto na última década.
No entanto, o que mais chama a atenção no relatório atual é a hegemonia de Santa Catarina, que desbancou as metrópoles tradicionais e empurrou a capital paulista para fora das primeiras posições.
O domínio Catarinense
Pelo segundo ano consecutivo, o “Dubai Brasileira” e suas vizinhas dominam o topo do ranking nacional. São Paulo, apesar de sua relevância econômica, aparece apenas na 6ª posição.
- Balneário Camboriú (SC) segue como a cidade mais cara do Brasil, com o metro quadrado batendo os R$ 14.906.
- Itapema (SC) vem logo atrás, consolidando o litoral catarinense como o novo eixo de luxo do país.
- Vitória (ES) é a capital melhor posicionada, ocupando o 3º lugar geral e superando o Rio de Janeiro e São Paulo em valorização por metro quadrado.
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Explosão de preços no Nordeste
Se o Sul detém os preços mais altos, o Nordeste lidera a velocidade de valorização. Salvador (BA) foi o grande destaque do ano, com um salto impressionante de 16,25% nos preços, seguida de perto por João Pessoa (PB).
Ambas as cidades mostram que o investimento imobiliário está migrando para regiões com forte potencial turístico e de qualidade de vida.
Perfil do imóvel mais valorizado
Os dados revelam que o tamanho importa, mas de forma inversa:
- Compactos em Alta: Apartamentos de um dormitório são os mais caros e cobiçados, custando cerca de R$ 11.669/m².
- Mais em Conta: Unidades com dois dormitórios apresentam o menor custo relativo, com média de R$ 8.622/m².
O Top 10 das Cidades Mais Caras (R$/m²)
- Balneário Camboriú (SC): 14.906
- Itapema (SC): 14.843
- Vitória (ES): 14.108
- Itajaí (SC): 12.848
- Florianópolis (SC): 12.773
- São Paulo (SP): 11.900
- Barueri (SP): 11.696
- Curitiba (PR): 11.686
- Rio de Janeiro (RJ): 10.830
- Belo Horizonte (MG): 10.642