Brasil terá ano de extremos, com enchentes de um lado e ondas de calor do outro / Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O cenário climático brasileiro está prestes a sofrer uma guinada dramática. Após um período de influência do La Niña, os principais centros meteorológicos do mundo, como a NOAA e a Organização Meteorológica Mundial, confirmam: o El Niño está de volta em 2026.
Desta vez, o fenômeno não chega sozinho. Ele encontra um oceano já aquecido por anos consecutivos de recordes globais, o que pode transformar este evento em um dos mais intensos da década.
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A transição começa oficialmente entre março e maio. O resfriamento das águas do Pacífico, que marcou os últimos meses, está dando lugar a um aquecimento rápido e profundo.
Para o brasileiro, isso significa que o "ar-condicionado natural" do planeta foi desligado. A expectativa é que, a partir do segundo semestre de 2026, o fenômeno atinja sua fase moderada a forte, alterando completamente o regime de chuvas de Norte a Sul.
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O El Niño desenha um mapa de contrastes severos no país. Enquanto uma metade do Brasil deve enfrentar a escassez, a outra se prepara para o excesso.
Não é apenas o termômetro que sobe. O retorno do El Niño acende um alerta vermelho para a economia nacional.
A irregularidade das chuvas no Brasil Central pode pressionar os reservatórios das hidrelétricas, trazendo de volta o risco das bandeiras tarifárias na conta de luz. Além disso, o agronegócio já recalcula as perdas potenciais para a safra 2026/2027 devido ao estresse hídrico.
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Especialistas alertam que a combinação do aquecimento global antropogênico com um El Niño forte pode fazer de 2026 o ano mais quente já registrado pela humanidade.
O fenômeno atua como um "turbinador" das temperaturas que já estão elevadas. O resultado é um verão que pode começar mais cedo e ser muito mais rigoroso do que o habitual.