SP Sem Fogo: Governo de SP intensifica combate à soltura de balões no período junino

Além do risco de incêndios, balões representam perigo real para aeronaves, principalmente nas proximidades de aeroportos

O trabalho preventivo reforça a Operação SP Sem Fogo durante o período de estiagem, que vai de 1º de junho até 30 de setembro

O trabalho preventivo reforça a Operação SP Sem Fogo durante o período de estiagem, que vai de 1º de junho até 30 de setembro | Reprodução


Com a chegada do período de festas juninas, as ocorrências com balões também crescem em todo o estado de São Paulo. Para combater a prática que é crime ambiental e conscientizar a população sobre os graves riscos de acidentes, a Secretaria da Segurança Pública implementa desde o começo de maio um cronograma de combate à soltura de balões.

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O trabalho preventivo reforça a Operação SP Sem Fogo durante o período de estiagem, que vai de 1º de junho até 30 de setembro.

O capitão do Corpo de Bombeiros Danilo Passaretti explica que o risco provocado por um balão é que nunca se sabe onde ele vai cair.

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“Ele pode cair em locais que podem iniciar pequenos focos de incêndio e se transformar em um incêndio incontrolável”, explicou.

Os baloeiros estão cada vez mais ousados na hora de confeccionar os artefatos.

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Em alguns balões de maior porte, há registros de uso de botijões de gás com fogareiros e até mesmo fogos de artifício.

Mas, de maneira geral, os mais recorrentes são os balões fabricados com materiais leves e altamente inflamáveis.

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Os grupos de baloeiros costumam se organizar por meio de comunidades em redes sociais e aplicativos de mensagens.

A Polícia Militar Ambiental realiza um trabalho preventivo para desarticular esses grupos e apreender balões antes que sejam lançados.

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O combate visa impedir a fabricação, o armazenamento e o transporte dos balões, além de monitorar qualquer atividade suspeita relacionada ao risco provocado por artefatos.

E denúncias feitas pela população às autoridades desempenham um papel fundamental nesse trabalho.

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Além disso, a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros promovem ações específicas de educação ambiental para crianças e jovens para que haja uma mudança de comportamento desde cedo.

É importante conscientizar o público de que a soltura de balões é um crime que coloca em risco vidas humanas, animais e compromete a biodiversidade.

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Mais apreensões

De acordo com levantamentos policiais, o número de balões prontos apreendidos em 2022 mais que dobrou em relação ao ano anterior, passando de 55 para 129.

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Desde 2018, a Polícia Militar Ambiental já localizou e fechou mais de 20 locais utilizados para a fabricação dos artefatos.

Segundo o mapeamento das autoridades paulistas, os grupos de baloeiros são mais ativos na capital e Grande São Paulo e também em outras regiões densamente povoadas, como a de Campinas.

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Nos últimos dias 24 e 25 de maio, durante a Operação Huracán, a Polícia Militar Ambiental fechou uma fábrica clandestina de balões em Guararema, na região metropolitana da capital.

O local funcionava como uma central de produção com máquinas pesadas, uma quantidade considerável de papel de seda e outros materiais que seriam suficientes para a montagem de pelo menos 50 balões.

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Além disso, 13 balões prontos para soltura foram apreendidos na operação.