Brasil
Programa prevê R$ 194 bilhões em trens, metrô e VLT; rotas ligam capital ao interior e até o litoral com foco em transporte sustentável
Pacote prevê a criação de quatro principais eixos do Trem Intercidades, conectando a capital a Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Santos / Divulgação/GovernoSP
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O Governo de São Paulo colocou em prática um dos projetos mais ambiciosos de mobilidade urbana das últimas décadas: o programa São Paulo nos Trilhos, que prevê a implantação de mais de 1.000 quilômetros de novas ferrovias em todo o estado.
A iniciativa reúne mais de 40 projetos voltados ao transporte de passageiros e cargas, incluindo trens intercidades (TIC), VLTs, linhas metropolitanas e expansões do metrô.
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Ao todo, os investimentos estimados ultrapassam R$ 194 bilhões, com foco na atração de capital privado para viabilizar as obras e operações.
Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o objetivo é resgatar o protagonismo das ferrovias no desenvolvimento paulista. A proposta busca reduzir a dependência das rodovias e oferecer alternativas mais sustentáveis para deslocamento entre cidades.
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O pacote prevê a criação de quatro principais eixos do Trem Intercidades, conectando a capital a Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Santos. Além desses, o planejamento inclui novos corredores ferroviários em diferentes regiões do estado.
Entre as ligações em estudo estão trajetos como Marília–Sorocaba, Campinas–Ribeirão Preto, Ribeirão Preto–Franca e Santos–Cajati, além de conexões regionais como São José dos Campos–Taubaté e Campinas–Araraquara.
A maior parte desses projetos deve aproveitar trechos ferroviários já existentes — alguns ainda em operação e outros desativados, mas com estrutura preservada. No entanto, o governo ainda não confirmou se todas as rotas utilizarão integralmente esses corredores.
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Até agora, o projeto mais avançado é o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas, que já foi leiloado e deve operar, em grande parte, sobre a malha ferroviária atual.
Outro eixo que pode sair do papel em breve é o que liga a capital a Sorocaba, com expectativa de leilão ainda neste ano. Já as conexões para Santos e São José dos Campos devem combinar trechos existentes com novas obras ao longo do trajeto.
Apesar do volume de projetos anunciados, a execução ainda depende do avanço das concessões e do interesse da iniciativa privada — peça-chave para tirar do papel a chamada “malha dos sonhos” do estado.
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