O vice-embaixador russo na Organização das Nações Unidas (ONU), Dmitry Polyanskiy, disse que seu país tem o direito de usar armas nucleares se for “provocado” pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Durante entrevista à emissora britânica Sky News, Polyanskiy foi questionado sobre declaração do porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou que seu chefe poderia apertar o botão nuclear se o país sentir que está enfrentando uma ameaça existencial.
Perguntado se Putin estava certo em manter a perspectiva de uma guerra nuclear no resto do mundo, Polyanskiy comentou que: ‘’se a Rússia for provocada pela Otan, se a Rússia for atacada pela OTAN, por que não, somos uma potência nuclear. Não acho que seja a coisa certa a dizer. Mas não é a coisa certa ameaçar a Rússia e tentar interferir. Então, quando você está lidando com uma potência nuclear, é claro, você tem que calcular todos os possíveis resultados do seu comportamento”.
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O vice-embaixador também rejeitou a declaração formal do governo dos EUA de que membros das forças armadas russas são culpados de crimes de guerra na Ucrânia. Segundo o embaixador, embora não caiba a ele avaliar, não há crimes de guerra na Ucrânia.
Encontro entre Putin e Zelensky
A presidente do Conselho da Federação Russa, Valentina Matvienko, disse que um encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, é possível. No entanto, ela ressaltou que a reunião só vai ocorrer sob a condição de elaboração preliminar de acordos entre os dois países.
Otan
O secretário-geral da Otan disse que Putin cometeu um “grave erro” com a invasão da Ucrânia e subestimou os ucranianos. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou ontem à noite a Bruxelas, para participar hoje de uma cúpula extraordinária da aliança militar e do G7, grupo das potências industrializadas. Os líderes da UE (União Europeia) também se reúnem na capital belga.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, discursou na cúpula e pediu aos países membros da aliança uma “ajuda militar sem restrições”, para que seu país consiga enfrentar o exército russo, que atualmente Kiev combate em condições desiguais.
*Com informações do UOL
